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Esportes: Adidas não descarta chamar bola de 2014 de ‘Gorduchinha’

Após o sucesso da Jabulani na Copa do Mundo de 2010, a Adidas, fabricante das bolas do Mundial, já começa a pensar na competição de 2014, que acontecerá no Brasil. Em meio à campanha para que esta seja chamada de "Gorduchinha", a empresa revela que a escolha do nome ainda não foi feita, mas não descarta aderir à homenagem para o ex-narrador Osmar Santos.

"Nossa escolha [do nome da bola] ainda está totalmente em aberto. Devemos ter um direcionamento quanto a isso no primeiro trimestre de 2012. Queremos fazer com que a bola seja cada vez mais perfeita, mais performática, de acordo com os padrões da Fifa", disse Daniel Schimid, gerente da categoria de futebol da empresa no Brasil.

As bolas utilizadas em Copas do Mundo costumam trazer novidades a cada Mundial. No de 2014, que deverá acontecer no Brasil, há a possibilidade de utilizar a tecnologia do chip eletrônico nela. A medida tem como proposta facilitar a decisão dos árbitros em lances duvidosos, se a bola entrou totalemente no gol, ou não, como aconteceu na Copa do Mundo de 2010. Nas oitavas de final, Alemanha e Inglaterra se enfrentavam, e a equipe germânica liderava o placar por 2 a 1.

No final da primeira etapa, o meio-campista Frank Lampard arriscou de fora da área. A Jabulani tocou no travessão, dentro da meta e saiu. O árbitro não assinalou o tento, que empataria o duelo – com um bom segundo tempo, a Alemanha goleou o English Team por 4 a 1 e ainda terminaria o Mundial na terceira posição.

Em julho deste ano, durante evento na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, revelou que esta pode ser uma das novidades do Mundial. O tema, de acordo com o mandatário, deverá ser discutido em reunião do International Board, em julho de 2012, em Londres, na Inglaterra.

Em 2010, a Jabulani, que significa "celebrar" em português, tornou-se uma das personagens da Copa daquele ano. Criticada por muitos jogadores, a bola chegou a ser taxada como "sobrenatural" por Luís Fabiano, pela mudança de sua direção em uma jogada. Na visão do representante de sua fabricante, este foi um dos motivos para torná-la um "ícone".

"Além do nome e a beleza do produto, a polêmica que envolveu a Jabulani, a adaptação a ela, geraram uma exposição maior na mídia e isso fez com que ela fosse um ícone, praticamente como uma pessoa", explanou.

Para a empresa, que produz as bolas para a Copa do Mundo desde 1970, a decisão pelo nome é vista com grande importância, pois com isso tenta se passar um pouco do país que recebe a competição. "A bola é o único elemento que vai estar em todos os jogos, então acho que o nome vai ser sempre importante. Com ele [o nome] tentamos homenagear a população do país, pegar a atitude, hábitos e passar um pouco do que eles são", contou.

Desde julho de 2011, a campanha "Gorduchinha 2014" toma corpo no Brasil, como forma de homenagear Osmar Santos. Considerado um dos maiores narradores esportivos do país, com passagens por Rádio Gazeta, além da rádio e TV Globo, entre outras, Osmar tinha como um de seus bordões o ‘Ripa na chulipa, pimba na gorduchinha’.

Idealizada por Delen Bueno, a ideia teve o apoio do próprio ex-locutor, que hoje, aos 62 anos, tem dificuldades para falar e se locomover, por conta de um acidente de carro sofrido em 1994. Com rápida adesão nas mídias sociais e pelo público brasileiro, a Adidas não descarta seguir a campanha.

"Essa proposta é muito boa, mostra a importância do nome da bola e a população dar valor é importante. Vamos estudar bem e levar em consideração. O Osmar [Santos] é muito importante no âmbito nacional, então vamos avaliar, também, o nome de Gorduchinha", afirmou.

"Gorduchinha", porém, não está sozinha na disputa. Segundo Schmid, este não foi o único nome proposto. "’Recebemos diversas sugestões, até de celebridades. Vamos levar tudo em consideração na hora de decidir e escolhar o melhor para conseguir representar bem o país", prometeu.

Uma possibilidade ventilada é de se realizar uma pesquisa com o público para que se saiba qual a preferência nacional. Para Schmid, está é uma possibilidade viável, mas a decisão, que ainda não tem data para acontecer, será tomada em acordo entre a Adidas do Brasil, da Alemanha, e a Fifa.

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