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Vítimas da crise de Fukushima começam a pedir indenizações

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, disse nesta terça-feira que cerca de cem advogados estavam sendo enviados às moradias provisórias para ajudar as pessoas retiradas da região de Fukushima com o processo de pedido de indenizações.

A Tepco (Tokyo Electric Power Co.), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, que foi destruída pelo terremoto e tsunami de março, começou a aceitar no mês passado pedidos de compensação das vítimas, mas os procedimentos complexos viraram uma angústia para muitas pessoas.

Para serem indenizadas por conta do desastre nuclear, as vítimas devem enviar seus pedidos diretamente à Tepco ou buscar a mediação de terceiros. O processo requer a leitura de um manual de instruções de 160 páginas e o preenchimento de um formulário de 60 páginas, com a anexação de recibos de custos de alojamento, transportes e gastos médicos. Elas podem processar a operadora, apesar de poucos casos desse tipo terem sido registrados até o momento.

A operadora está aceitando pedidos de indenização de indivíduos e empresas para o período de cinco meses, entre o início da crise, em março, e o final de agosto. Depois disso, a Tepco pretende aceitar pedidos a cada três meses.

As compensações relacionadas à crise nuclear devem atingir cerca de 3,6 trilhões de ienes (US$ 46,5 bilhões) até março de 2012, segundo cálculos de uma comissão do governo. Alguns analistas estimam que as indenizações podem chegar a US$ 130 bilhões.

Indivíduos que foram forçados a deixar a região próxima à usina de Fukushima podem pedir compensações para prejuízos sofridos, estresse psicológico e custos de transportes e alojamento.

Empresas podem receber compensações por perdas em lucros e quaisquer custos adicionais decorrentes do desastre nuclear. Fazendeiros e pescadores também serão indenizados por prejuízos em seus negócios.

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