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“Ocupe Wall Street” completa 1º mês com US$ 300 mil em caixa

O movimento "Ocupe Wall Street", que já conquistou o apoio de milhares de pessoas nos Estados Unidos e ao redor do mundo, já completa um mês de duração com quase US$ 300 mil em contas bancárias.

Em Nova York, quase US$ 300 mil foram doados pela página oficial do movimento na internet e por visitantes do acampamento mantido em Manhattan em protesto contra a ganância do sistema financeiro e as injustiças sociais, de acordo com Bill Dobbs, membro do "Ocupe Wall Street" que costuma conversar com a imprensa.

     
Manifestante do movimento "Occupy Wall Street" (Ocupe Wall Street) no parque Zuccotti, em Nova York
Manifestante do movimento "Occupy Wall Street" (Ocupe Wall Street) no parque Zuccotti, em Nova York

Bens doados vão desde cobertores e sacos de dormir a alimentos enlatados e suprimentos médicos e de higiene. Entre os itens recebidos até agora, estão 20 pares de óculos de natação para proteger os manifestantes de ataques com spray de pimenta por parte de forças das seguranças.

Cerca de 300 caixas são enviadas por dia ao movimento, muitas com cartas e bilhetes de pessoas que perderam seus empregos e suas casas, segundo Justin Strekal, estudante universitário e um dos organizadores que viajou de Ohio a Nova York para ajudar. "Eles mandam o que podem, mesmo que seja pouco", afirmou.

APOIO

Iniciado com algumas dezenas de pessoas acampando em um pequeno parque de Manhattan, em Nova York, o movimento contou com o apoio de inúmeras manifestações em diversos países durante o fim de semana, com acampamentos continuando nesta segunda-feira.

Em Londres, por exemplo, mais de 200 "indignados" mantinham, pelo terceiro dia consecutivo, seu acampamento em frente às escadas da catedral de St. Paul, decididos a continuar indefinidamente seus protestos contra a crise e o sistema financeiro mundial.

     
Faixa com os dizeres "Capitalismo é crise" é vista sobre acampamento de "indignados" em Londres
Faixa com os dizeres "Capitalismo é crise" é vista sobre acampamento de "indignados" em Londres

O movimento conquistou também a simpatia de autoridades mundiais, como do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que pediu aos líderes políticos que escutem a mensagem dos indignados, um dia após este movimento ter mobilizado milhões de pessoas em cidades de todo o mundo.

"As pessoas estão expressando sua frustração. É uma mensagem aos dirigentes mundiais", afirmou Ban depois de se reunir na Suíça com a presidente da Confederação Helvética, Micheline Calmy-Rey.

Segundo a agência local "ATS", o secretário-geral das Nações Unidas acrescentou que o maior desafio que enfrentam os quase sete bilhões de pessoas que vivem no planeta não é a falta de recursos para viver, mas a falta de confiança em seus dirigentes.

Além dele, os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, José Manuel Durão Barroso e Herman Van Rompuy, respectivamente, afirmaram entender as reivindicações do movimento dos "indignados", expressadas em manifestações no mundo todo.

"Compreendo a frustração e a indignação dos cidadãos da Europa e de outros países", afirmou Barroso em entrevista após a cúpula social desta segunda-feira em Bruxelas. Van Rompuy disse que as preocupações dos manifestantes são legítimas, mas ressaltou que as medidas tomadas contra a crise são indispensáveis, apesar de impopulares.

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