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Credores da Grécia dão parecer positivo para ajuda financeira

Os inspetores enviados a Atenas pelo grupo de credores da Grécia –composto pela Comissão Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu)– concluiu nesta terça-feira sua visita e deram parecer positivo sobre a redução dos desequilíbrios fiscais no país e a aplicação das medidas de austeridade.

A avaliação foi anunciada em um momento marcado por grandes protestos, especialmente de funcionários públicos, contra os cortes no orçamento do governo, demissões em massa, redução salarial e aumento de impostos. As manifestações bloquearam o acesso aos ministérios.

Segundo o jornal "El País", os representantes do grupo de credores, também conhecido como "troika", afirmaram em um comunicado conjunto que "a missão alcançou um acordo com as autoridades locais sobre as políticas econômicas e financeiras necessárias para conseguir sustentar o programa previsto".

PREVISÕES

O documento disse ainda que as perspectivas econômicas para a Grécia, porém, continuam ruins e assegurou que a recessão será "mais profunda" do que se previa em julho, com uma recuperação começando somente a partis de 2013.

Mesmo assegurando que a Grécia conseguiu reduzir o deficit, os credores afirmaram que o país não conseguirá cumprir o objetivo fiscal para 2011. Uma das razões para que isso ocorra, segundo eles, é a forte queda do PIB (Produto Interno Bruto).

Já para 2012, o grupo disse acreditar que as medidas adicionais de austeridade anunciados pelo governo grego, combinadas com uma estratégia fiscal a médio prazo, serão suficientes para que se consiga chegar a um deficit de 14,9 bilhões de euros.

Apesar da avaliação positiva, a aprovação final da parcela de empréstimo de 8 bilhões de euros, necessários para a Grécia pagar suas contas até meados de novembro, não virá antes que um relatório completo seja apresentado aos ministros das Finanças da zona do euro e ao conselho do FMI.

ALÍVIO

O veículo espanhol ressaltou que a liberação do valor seria apenas um alívio passageiro para a Grécia, uma vez que, segundo ele, há especulações sobre a necessidade de reforçar o segundo resgate do país, acordado em julho.

A Grécia enfrenta dificuldades para conter a dívida pública que atingirá uma taxa estimada de 162% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. O país prometeu duras medidas de aperto fiscal, inclusive severos cortes nos salários de funcionários do setor público, demissões em massa e aumentos de impostos que terão um grande impacto sobre a classe média.

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, que se reuniu com os inspetores nos últimos dias, tentou passar uma mensagem tranquilizadora, descartando qualquer sugestão de que a Grécia poderia ser obrigada a sair do bloco monetário europeu.

"A Grécia é e sempre será um membro da zona do euro, um membro do euro", disse ele a uma conferência em Atenas.

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