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Rebeldes líbios devem assumir assento na ONU, diz Hillary Clinton

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira que os rebeldes líbios combatam o extremismo e protejam os depósitos de armas usadas nos conflitos contra forças leais ao ditador Muammar Gaddafi.

"As novas autoridades líbias têm que seguir lutando contra o extremismo violento e têm que trabalhar conosco para garantir que os depósitos de armas de Gaddafi não sejam uma ameaça para os vizinho da Líbia e do mundo", disse.

Hillary discursou em conferência internacional em Paris que reúne 60 países e organizações sobre a Líbia e defendeu a ideia de que o CNT (Conselho Nacional de Transição, órgão político dos rebeldes líbios) assumam o assento do país dentro da ONU.

Segundo a secretária de Estado, as sanções contra o país norte-africano devem ser suspensas de maneira responsável, e a campanha militar da Otan, a aliança militar do Ocidente, deve continuar até que a ameaça contra civis tenha acabado.

Para dar apoio financeiro aos rebeldes, os Estados Unidos, informou, liberaram mais de US$ 700 milhões do US$ 1,5 bilhão em fundos líbios congelados.

CONFERÊNCIA

Em seu discurso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, propôs que se envie rapidamente uma missão para trabalhar no período de transição na Líbia, durante a conferência, que contou também com a participação de líderes do CNT.

Os rebeldes devem ressaltar as necessidades humanitárias pelas quais passa o país após seis meses de confrontos e as mudanças políticas que devem ocorrer durante período de transição. Diplomatas esperam sejam propostas diretrizes para a elaboração de uma Constituição líbia e eleições democráticas.

Apesar de a agenda de três horas ter como foco a reconstrução política e econômica do país africano, negociações nos bastidores devem refletir as disputas por contratos lucrativos em petróleo, serviços públicos, infraestrutura e outras áreas.

A África do Sul, descontente com a intervenção militar da Otan na Líbia, não participará da conferência de Paris, conforme anunciou o presidente Jacob Zuma. "Estamos descontentes com a forma como a resolução 1973 da ONU (Organização das Nações Unidas) foi interpretada para executar bombardeios aéreos na Líbia", disse ele.

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