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Consulado de Miami se reúne com representantes da comunidade em Broward

O Consulado-Geral do Brasil em Miami promoveu uma consulta pública às comunidades brasileiras na Flórida, com o objetivo de colher sugestões para o II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A reunião plenária foi previamente anunciada no site da Repartição Consular e contou com a colaboração dos membros do CRBE Silair Almeida, Ronney Oliveira e Adriana Sabino, que se engajaram na divulgação do evento.

Durante o debate, os participantes coincidiram na opinião de que, malgrado indícios de os EUA não constituir um dos principais destinos na rota do tráfico internacional de pessoas, haveria na Flórida casos recorrentes de brasileiras vítimas de exploração laboral e sexual por maridos de conveniência.

O contrabando de migrantes brasileiros por “coyotes” foi outro assunto objeto de discussão. Alguns participantes argumentaram que tal prática por vezes implica escravização por dívida e, nesse contexto, o contrabando deveria ser tratado como tráfico de pessoas.

Durante a reunião,  foi apresentado um sumário sobre o tráfico de pessoas e as ações empreendidas pelo Governo brasileiro para enfrentar esse crime e logo depois foi aberta a plenária para debate de ideias e contrução de propostas a serem encaminhadas ao governo brasileiro.  Os representantes da comunidade decidiram pela inclusão de oito sugestões de atividades no relatório da plenária.

Entre os pontos mais importantes estão apoiar, por meio de incentivo fiscal, empresas de comunicação que veiculem campanhas informativas sobre o tráfico de pessoas, particularmente em cidades brasileiras mais atingidas por este tipo de crime, promover mais campanhas em escolas, particularmente em cidades com grande número de emigrantes e ampliar a utilização de tecnologias da informação para divulgar recomendações e atividades voltadas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas.

Entre as sugestões de pauta estão também encorajar pessoas que foram vítimas do  tráfico de pessoas a se engajarem em campanhas relativas ao tema, particularmente por meio de palestras e testemunhos em comunidades alvo de tal crime, criar bancos de empregos nas cidades brasileiras com grande número de emigrantes vítimas do tráfico de pessoas e incentivar e apoiar projetos artísticos voltados para o enfrentamento ao tráfico de pessoas.

Em relação ao Consulado Brasileiro, os representantes da comunidade colocaram a importância de  reformar os Consulados Itinerantes, a fim de que  as atividades não se restrinjam apenas à emissão de documentos, mas também estejam voltadas para a assistência a brasileiros.  E ainda, promover conferências sobre migração para as comunidades brasileiras nos EUA, com a participação de especialistas em tráfico de pessoas e incentivar a participação de associações, empresários, representantes de escolas e líderes locais nesses eventos.
 

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