Imigração: Ordem de juíza pode explicar a suspensão das deportações

Uma juíza de Nova York marcou data para que o governo federal libere informações confidenciais sobre o programa Comunidades Seguras.


A juíza distrital Shira Scheindlin acatou um pedido de uma ONG de defesa dos direitos civis e de ativistas. Eles que requisitaram acesso aos documentos através do FOIA (Freedom of Information Act), uma lei federal que garante ao cidadão comum e à imprensa o direito a ler documentos de posse do governo.

Scheindlin ordenou que sejam publicados 40 mil documentos até o dia 13 de setembro.

O governo federal tinha pedido um prazo até o fim do ano. Tais documentos seriam capazes de mostrar a intenção original das autoridades com o programa que compartilha com a política o banco de dados do Departamento de Imigração.
Os ativistas que são contra o Comunidades Seguras alegam que o programa acaba com a confiança que foi construída entre o imigrante e a polícia local.

Com o anúncio da suspensão das deportações de imigrantes sem antecedentes criminais, a pressão sobre o Comunidades Seguras pode diminuir. “O benefício será dado apenas a quem tem processo de deportação e não tiver qualquer antecedente criminal,” disse o advogado de imigração Joshua Paulin. “Não é hora de ninguém se entregar para a Imigração, e nem de contratar advogado. É hora de esperar,” completou ele.

Um memorando lançado por John Morton, diretor-geral do ICE, no dia 17 de junho, lista os 9 fatores que a Imigração vai considerar para não deportar um imigrante preso. Entre eles estão, a ficha limpa, se o imigrante tem parente que seja cidadão americano, se já se graduou em uma faculdade legítima, etc.

Caso os documentos liberados pela juíza de Nova York revelem que as autoridades federais planejavam prender trabalhadores com o Comunidades Seguras, os ativistas estarão certos mais uma vez.

Em maio um grupo de 23 senadores democratas enviou carta a Napolitano para suspender a deportação dos jovens imigrantes que se qualificariam sob o DREAM Act.

Talvez para acalmar o eleitorado latino, que no dia 13 vai saber da verdade sobre o Comunidades Seguras, a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, concordou em suspender as deportações de todos, não só dos estudantes.
Agora, basta saber se o próximo passo do governo federal será dar a chance aos mais de 11 milhões de trabalhadores indocumentados de provarem que não representam ameaça para os EUA.

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