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Tripulação do Atlantis é recebida com honras em Houston

Os quatro tripulantes do Atlantis foram recebidos nesta sexta-feira como heróis no Centro Johnson da Nasa, em Houston (Texas), onde o comandante da última missão da era das naves, Chris Ferguson, lembrou que “‘Houston’ é sempre a primeira palavra no espaço”.

Entre aplausos e com uma enorme bandeira dos Estados Unidos de fundo, foram recebidos Ferguson, o piloto Dough Hurley, e os especialistas de missão Rex Walheim e Sandra Magnus, que agradeceram a todos os que trabalharam no programa das naves durante 30 anos.

Durante uma cerimônia no hangar 276 da Nasa, a tripulação entregou à prefeita de Houston, Annise Parker, uma bandeira que levaram ao espaço, porque “‘Houston’ foi e sempre será a primeira palavra no espaço”, disse Ferguson, ao referir-se à cidade como ponto de referência do programa espacial.

“Aqui é onde tudo começou”, disse a senadora republicana Kay Bailey-Hutchinson. “É o final de uma era, mas não o final das viagens dos Estados Unidos ao espaço em busca do próximo desafio”, acrescentou.

O programa das naves foi um dos mais populares da Nasa durante as três décadas nas quais desdobrou grandes projetos como o telescópio Hubble e o espectrômetro magnético Alpha-2, e sua grande capacidade de carga foi fundamental para a construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O último voo do Atlantis, que voltou à Terra na quinta-feira, foi a missão 135 para a pequena frota de naves que no total percorreram 872.262.280 quilômetros durante as últimas três décadas. Além disso, as cinco naves transportaram 355 tripulantes de 16 países e permaneceram no espaço 1.333 dias, quase quatro anos.

A Nasa encerra agora esta etapa, e embora assegure que continuará com outros projetos para liderar a prospecção espacial, como uma viagem a Marte em 2030, não tem um veículo para substituir as naves. Por isso, será preciso recorrer às naves russas Soyuz para poder viajar è estação espacial.

Os astronautas, muito festejados por seus companheiros, lembraram alguns dos momentos da viagem, no qual levaram mais de quatro mil quilos de carga para abastecer a ISS.

“Transformei-me em uma horrível ditadora dentro da escotilha”, brincou Sandra Magnus, que indicou que 99% do sucesso de uma missão é graças ao que é organizado em terra, “porque se não, está errado desde o princípio”.

Ao dirigir-se às centenas de pessoas no hangar, Walheim, conhecido por seu bom humor, disse que “uma das melhores entrevistas que li (na quinta-feira) no Centro Espacial Kennedy foi: ‘não chorem porque acabou, sorriam porque aconteceu'”.

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