Tribunal decide não suspender Cielo

TAS mantém só advertência, e Cielo é liberado para disputar o Mundial

Decisão também vale para Nicholas Santos e Henrique Barbosa. Vinícius Waked, reincidente em doping, recebe suspensão de um ano

Cesar Cielo em Xangai (Foto: Reuters)Antes da decisão, Cielo treinou em Xangai
(Foto: Reuters)

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) manteve a decisão da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) de apenas aplicar uma advertência a Cesar Cielo, flagrado em antidoping. Com isso, o campeão olímpico e mundial está liberado para disputar o Mundial de Xangai. As provas da natação começam na madrugada de sábado para domingo (horário de Brasília).

Nicholas Santos e Henrique Barbosa, que testaram positivo para a mesma substância – furosemida – também receberam somente uma advertência. Vinícius Waked, reincidente, foi suspenso por um ano, a contar a partir da data do exame, em maio. Em fevereiro do ano passado, ele foi punido por dois meses por uso de isometepteno – alegou ter ingerido sem conhecimento ao tomar um remédio para dor de cabeça.

Do fim do julgamento, em uma universidade de Sheshan, até o resultado passaram-se 18 horas. Na manhã desta sexta, Cielo treinou em uma das piscinas auxiliares disponíveis pela organização, fora do Centro Oriental Esportivo, palco do Mundial.

O julgamento, na véspera, durou quase seis horas. Nele estiveram presentes, além dos quatro nadadores, três árbitros e um consultor do TAS, três advogados – um dos atletas, um da Federação Internacional de Natação (Fina) e um da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) – e pelo menos cinco testemunhas: Coaracy Nunes (presidente da CBDA), Alberto Silva (técnico de Cielo), Gustavo Magliocca (médico de Cielo), Sandra Soldan (ex-triatleta e médica da CBDA) e Ricardo de Moura (superintendente técnico de natação da CBDA).

Entenda o caso

Cesar Cielo e os três nadadores foram flagrados em exames realizados nos dias 7 e 8 de maio, durante o Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro. No início de julho, a CBDA divulgou o caso depois de decidir apenas aplicar advertência e anular os resultados deles no campeonato. O painel de controle de doping da entidade levou em conta o “histórico dos atletas”. Eles teriam explicado como o diurético furosemida entrou no organismo e que não houve aumento de desempenho.

Cielo comprava os suplementos – à base de cafeína – em uma farmácia de manipulação de Santa Bárbara D’Oeste – sua cidade natal. Segundo ele, o produto foi contaminado. A CBDA disse que o estabelecimento enviou um relatório avisando sobre uma suposta contaminação das cápsulas por falta de limpeza no balcão onde as pílulas são produzidas. O estabelecimento, no entanto, negou ter assumido o erro pelo doping do nadador, mas admitiu a possibilidade de ter acontecido contaminação pelo ar.

No dia 8 de julho, o TAS recebeu da Fina um pedido formal de julgamento do caso de doping dos quatro brasileiros com urgência. A entidade sugeriu a troca da advertência dada pela CBDA por uma suspensão, a contar a partir de maio, quando os nadadores atestaram adverso para furosemida.

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