Sob tensão, Europa faz testes de bancos

Sob tensão, Europa aguarda testes de saúde dos bancos

Temor de que os resultados das instituições financeiras aponte para um enfraquecimento do setor derruba Bolsas da Europa nesta sexta-feira

Os mercados europeus amanheceram tensos nesta sexta-feira sob a expectativa de divulgação dos testes de saúde dos bancos locais. O temor de que os resultados, que serão divulgados nesta sexta-feira, apontem para um enfraquecimento do setor foi o suficiente para provocar uma desvalorização do euro frente ao dólar e derrubar a cotação das principais Bolsas do continente na abertura do pregão desta sexta.

Realizado desde o ano passado pela Autoridade Bancária Europeia, os testes simulam a capacidade de reação dos bancos sob duas condições extremas: uma perda de 0,5% no PIB da zona do euro e uma queda de 15% nas Bolsas europeias. Ao todo, a simulação avalia 91 instituições do continente.

Em 2010, sete bancos foram reprovados. Analistas apontam que os bancos italianos, espanhóis e austríacos podem apresentar resultados ruins.

Itália – O governo de Silvio Berlusconi aprovará nesta sexta-feira na Câmara dos Deputados um plano de ajuste que prevê fornecer 79 bilhões de euros aos cofres do Estado em quatro anos, embora sindicatos e empresários o considerem insuficiente.

Para acalmar as turbulências dos mercados, em apenas três dias o governo italiano conseguiu fechar um ambicioso plano de ajuste introduzindo novas medidas e cortes para elevar de 47 bilhões a 79 bilhões de euros o previsto inicialmente.

Rating – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s afirmou na quinta-feira que colocou a nota “AAA” de crédito dos Estados Unidos em revisão com implicações negativas, o que indica uma possibilidade substancial de que pode tomar uma decisão dentro dos próximos 90 dias.

Na quarta-feira, a agência Moody’s já havia levantado a mesma possibilidade de rebaixar a nota americana, no momento em que o presidente Barack Obama e líderes republicanos estão envolvidos em uma dura disputa para elevar o teto da dívida do país.

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