O que faríamos se tivessemos um mês para viver

A  matéria de capa desta edição fala do poder de nossas palavras não somente na nossa vida pessoal quanto na das pessoas com as quais convivemos. Realmente podemos dizer que há poder de vida e morte em nossas palavras e em nossas ações. E que devemos pensar antes de falar ou agir.

Quando vezes falamos o que não devemos, ou deixamos de falar o que era imprescindível. Quantas vezes agimos movidos pelo orgulho e pela soberba, e deixamos de viver momentos que poderiam ser inesquecíveis na nossa vida e de outras pessoas?

Quantas vezes nos afastamos das pessoas porque elas têm atitudes que nos desagradam ou pensam diferente de nós.  Por capricho, por orgulho, por ciúmes, por falta de perdão. Na verdade, não interessam os motivos pelos quais agimos de uma forma que afasta as pessoas. Devemos parar, pensar e mudar nossa vida para melhor.

Precisamos pensar que nossas atitudes determinam a vida que vivemos. E  se tivessemos somente um mês para viver? Será que nosso conceito de vida não seria diferente? Creio que apreciaríamos mais os verdadeiros valores da vida e seríamos mais humanos.

Se eu tivesse um mês para viver, gastaria mais tempo com a minha família, teria mais compaixão pelas pessoas, falaria mais do amor de Cristo, apreciaria as coisas simples da vida como o pôr do sol, o sorriso de uma criança, o caminhar na praia e sentir o vento no rosto. Seria mais amável e menos prática.

O que faria você se tivesse um mês para viver? Creio que todos nós podemos ser melhores pessoas, mais amigas, mais presentes, mais humanas, mais transparentes, mais flexíveis, mais prudentes. Teríamos a necessidade de sermos menos reticentes, menos orgulhosos, menos autoritários.

Aprenderíamos a respeitar as pessoas, mesmo que elas não compartilhem de nossos ideais. Aprenderíamos a perdoar, mesmo que não tenhamos recebido o pedido de perdão. Aprenderíamos a ter controle de nossas palavras e ações, porque teríamos consciência da rapidez dos nossos dias.

Por isso, passemos a viver a cada dia como se fosse o nosso último.

E com certeza, seremos mais felizes e mais amados.

» LAINE FURTADO é Editora da Revista Linha Aberta com bacharelado em Jornalismo pela UFJF e mestrado em Teologia pela SFBC

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