Brasileira lança filme em Los Angeles

A brasileira Gabriela Egito é a diretora e roteirista do curta-metragem “Stuffed” que estará concorrendo a prêmios em Festivais Internacionais do Cinema. FOTO: Robert Balder

A Warner Bros promoveu a primeira exibição do curta-metragem “Stuffed”, da roteirista e diretora paulistana Gabriela Egito. O lançamento acontece em uma das salas privadas do estúdio em Los Angeles e posteriormente o filme segue para festivais internacionais.

O título, ainda sem tradução para o português, faz referência a uma expressão que significa farto, cheio da vida, mas que em inglês é utilizada também para descrever empalhamento (de animais) e bichos de pelúcia ou quando uma pessoa se mete em uma grande enrascada.

Rodado em LA e com 20 minutos de duração, o curta conta a história de um investigador particular (Steve Bartlett) contratado por um arrogante publicitário (Phil Miler) para investigar se o sócio dele está cometendo desfalques na agência.

O filme – totalmente falado em inglês e realizado com equipe americana – faz uma releitura do gênero noir, celebrizado nas décadas de 40 e 50 em Hollywood, período favorito da diretora. É baseado em conto do premiado escritor brasileiro Marcelo Carneiro da Cunha, com diversos romances adapatados para o cinema, entre eles, “Antes que o Mundo Acabe”, cujo filme estreou nas salas brasileiras ano passado.

Além de atores americanos, o elenco conta com um brasileiro: Phil Miler, conhecido pelo papel de São Nunca em comerciais da Ford, veiculados por três anos em rede nacional. Ele está também em “O Palhaço”, longa dirigido por Selton Mello a ser lançado em novembro no circuito nacional. “Já conhecia o trabalho do Phil no Brasil e quando o encontrei aqui em Los Angeles decidi convidá-lo para este projeto, porque sabia que ele tem inglês nativo e poderia acrescentar muito ao personagem.”

Morando há um ano em Los Angeles, Gabriela escreveu e dirigiu também o curta “Synergy” (Sinergia), exibido em importantes festivais internacionais, como Clermont-Ferrand, e premiado no festival Awareness, em Hollywood. Ela tem ainda mais dois outros curtas em pós-produção, a serem lançados em breve.

“Adoraria filmar no Brasil, mas enquanto as portas estiverem abertas por aqui, vou ficando. Me sinto orgulhosa de apresentar a cultura brasileira em meus filmes, sempre dando um tratamento universal às histórias, e a recepção tem sido maravilhosa”, diz. Ela conta suas aventuras cinematográficas no blog Brazilian Girl in LA (www.brgirlinla.com).

A fotografia é assinada por John Honoré, indicado ao prêmio da American Society of Cinematographers (ASC). Ele conta com quatro longas e mais de 30 curtas no currículo, com participações em festivais como Clermont-Ferrand, São Paulo e Canadá.

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