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Brasil: Despesas com cabeleireiro crescem 44% em seis anos e se igualam aos gastos com frango

Os gastos mensais das famílias brasileiras com corte de cabelo, tintura, lavagem, escova e outros tratamentos feitos em salões de beleza cresceram 44% entre janeiro de 2002 e dezembro de 2008 e se igualaram às despesas com frango, segundo estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

Os gastos totais das famílias com cabeleireiros somaram R$ 1,01 bilhão por mês em 2008, apenas R$ 10 milhões a menos que a quantia destinada à compra do frango, um dos símbolos da estabilização monetária no Brasil, desde que foi amplamente incorporado ao cardápio do brasileiro nos anos 90, com o Plano Real. O estudo foi feito a partir de dados das duas últimas Pesquisas de Orçamento Familiar (POF) do IBGE, de 2002 e 2008.

Ao comparar os gastos das diferentes classes sociais, a assessoria técnica da Fecomercio identificou que as famílias da classe B são as que mais torram dinheiro com serviços de cabeleireiros: R$ 281 milhões por mês. Em seguida, estão as famílias das classes D e C, com despesas mensais de R$ 236,5 milhões e R$ 208,9 milhões, respectivamente. As classes A (R$ 143,3 milhões por mês) e E (R$ 138,3 milhões por mês) aparecem no fim da lista.

Apesar da diferença entre o total gasto por mês pelas famílias de classe A e E ser de apenas R$ 5 milhões, há uma lacuna enorme entre o gasto médio familiar mensal nos dois extremos da pirâmide social. Enquanto na classe A ele é de R$ 64,99 por mês, na classe E a despesa média mensal familiar com cabeleireiro é de R$ 6,13, ou menos de 10%. A média de gastos das famílias das classes B, C e D é de R$ 39,16, R$ 23,5 e R$ 13,94, respectivamente.

Para a Fecomercio, a preocupação com o visual é algo enraizado na cultura brasileira e, portanto, “é natural que o mercado de cabeleireiros apresente um desenvolvimento expressivo durante um período de crescimento econômico como o que vivenciamos”, independentemente do extrato social dos vaidosos.

Classe A de Roraima lidera gastos

O ritmo das expansão de gastos, no entanto, não foi uniforme entre 2002 para 2008. As famílias da classe C foram as que viram suas despesas com cabeleireiro mais crescerem no período, com avanço de 65%. As despesas com corte e outros serviços das classes D e E aumentaram 55% e 47%, respectivamente, seguidas pelas classes B e A, com 41% e 16%.

Geograficamente as diferenças se repetem. Os gastos somados das famílias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais equivalem a R$ 536 milhões, ou seja, 53% do que o segmento movimenta no país. O estudo ainda apontou que o gasto das famílias paulistas (R$ 309,1 milhões mensais) é maior do que a soma dos gastos das famílias fluminenses (R$ 119,8 milhões mensais) e mineiras (R$ 107 milhões mensais).

Se observado o gasto médio mensal familiar, os membros da classe A que vivem em Roraima lideram o ranking nacional, com despesas de R$ 228,13 mensais. As famílias que gastam menos moram no Maranhão. Lá, a despesa média familiar da classe E é de R$ 4,10 por mês.

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