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Obama admite que geração de empregos nos EUA ainda é lenta

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a economia americana não está gerando empregos tão rápido como ele imaginava e admitiu que “ainda há trabalho a ser feito”.

Apesar disso, Obama disse que o desempenho econômico dos últimos 15 anos indica que o país está no rumo para o crescimento econômico de longo prazo. “Estamos no caminho da recuperação, mas ela precisa ser acelerada”.

As declarações foram dadas em coletiva de imprensa na Casa Branca ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel.

Chip Somodevilla/Efe
Barack Obama ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel;ele admite que geração de empregos nos EUA é lenta
Barack Obama ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel;ele admite que geração de empregos nos EUA é lenta

Sobre a situação europeia, Obama disse que a região precisa tomar as decisões difíceis, e afirmou que a solução para a crise grega exige “paciência”.

Ele acrescentou que acredita na liderança alemã para resolver os problemas da crise da dívida na zona do euro. “Estou confiante na liderança alemã que os ajudará”.

Já Merkel afirmou que a Europa “está ciente da sua responsabilidade na economia global”, mas disse que “cada um pode lidar com seus próprios problemas”, ao ser questionada sobre a situação europeia e nos Estados Unidos.

“Nosso interesse é garantir a sustentabilidade dos países e a estabilidade do euro”, disse ela, referindo-se aos problemas que alguns países da região enfrentam, colocando em risco a moeda comum.

Obama lembrou que as exportações americanas para a Alemanha geram empregos nos Estados Unidos.

Merkel acrescentou que os países desenvolvidos “enfrentam competição pesada das economias emergentes”.

IRÃ

No discurso, Obama disse também que o programa nuclear iraniano ainda é uma “fonte de séria preocupação”.

Para ele, Irã pode sofrer novas sanções caso não obedeça as orientações da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

O presidente americano e a chanceler alemã também disseram que os Estados Unidos e a Europa apoiam as mudanças no mundo árabe.

“Nós concordamos que [Muammar] Gaddafi deve renunciar”, disse Obama, sobre o ditador da Líbia que resiste em deixar o poder.

VISITA

Merkel viajou aos EUA para reunir-se com Obama. Os temas prioritários da agenda são a onda de revoltas, a crise da zona do euro, a economia mundial e assuntos bilaterais, segundo funcionários da delegação alemã.

A chanceler, que viajou com seu marido e com membros da delegação, chegou à Casa Branca de limusine e foi recebida por Obama e Michelle. Ela também recebeu as salvas militares que cantaram os hinos nacionais.

Meios de comunicação alemães afirmam que, por trás da pompa, há uma tensão persistente pela decisão Berlim em se abster da votação no Conselho de Segurança da ONU –do qual é membro não-permanente– que autorizou a ação militar para proteger os civis na Líbia.

“Tenho interesse em discutir com a chanceler como podemos melhorar nosso trabalho conjunto para tratar com maior eficácia as mudanças na região, incluindo a Líbia”, disse Obama em uma entrevista publicada no jornal alemão “Der Tagesspiegel”.

Pouco após de sua chegada a Washington, na noite desta segunda-feira, o ministro alemão das Relações Exteriores minimizou as tensões entre seu país e os Estados Unidos. “Mesmo os amigos mais próximos não concordam às vezes”, disse.

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