O Dia de Dar a Luz também pode dar esperança a quem necessita

Roosevelt da Silva e Edna dos Santos (doadora). FOTO: RITA PIRES

Antigamente quando nascia uma criança, o cordão umbilical e placentário era descartado. Atualmente,  após o nascimento do bebê, o sangue do  cordão umbilical e da placenta pode ser coletado e doado a um banco de sangue de cordão umbilical público ou privado para ajudar a uma pessoa com uma enfermidade potencialmente mortal.
Durante a gravidez, o oxigênio e nutrientes essenciais passam do sangue materno para o bebê por meio da placenta e do cordão umbilical. O sangue que circula no cordão umbilical é o mesmo do recém-nascido. Quando pesquisadores  identificaram  no cordão umbilical um grande número de células-tronco hematopoéticas, que são células fundamentais no transplante de medula óssea, este sangue adquiriu importância, pela doação voluntária, para pessoas que necessitem do transplante.

Nos Estados Unidos, a Fundação Icla da Silva (www.icla.org), que tem como missão ajudar a salvar vidas através do recrutamento de doadores de medula óssea, e oferecer serviços de apoio a crianças e adultos com leucemia e outras doenças tratáveis através de transplante de medula óssea, vem incentivando e ressaltando a importância das futuras mamães fazerem a doação do cordão umbilical e placentário. Até 34 semanas de gravidez, o registro pode ser efetivado, sendo que uma das alternativas sem custo  para agendamento da doação do cordão umbilical e placentário no Estado da Flórida  seria pela LIFEFORCE CRYOBANKS através do site  http://www.cryo-intl.com/.

O transplante é indicado para pacientes com leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune (cerca de 70 indicações). Após o nascimento, o cordão umbilical é pinçado e cortado, interrompendo a ligação entre bebê e a placenta.  A quantidade de sangue (de 70 a 100ml) que permanece no cordão e na placenta é drenada e transferida para um banco de sangue de cordão umbilical, onde será  congelada e armazenada. Estas células podem permanecer armazenadas por vários anos e ficam disponíveis para serem transplantadas.  Este processo não causa danos para a mãe e para o bebê e só pode ser feito com a autorização da mãe.

A criação de bancos de criopreservados pode facilitar a busca de doadores para transplante, superando, assim, algumas limitações dos órgãos de registro de doadores voluntários, diminuindo também o tempo de busca de um doador compatível, porque o material está disponível para utilização imediata, sendo que o transplante com células tronco de cordão umbilical exige apenas 70% de compatibilidade.

Em 2001, o INCA inaugurou o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP), o primeiro banco desse tipo do Brasil, visando aumentar as chances de localização de doadores, para os pacientes que necessitam de transplante de medula óssea, sendo também uma alternativa para doação sem custos para as famílias,  a  ser realizado através de consulta, agendamento direto com o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do INCA .

Mais informações para pesquisa no site www.bethematch.org/cord (1-800-627-7692) ou através do representante da Fundação Icla da Silva, Roosevelt da Silva, pelo telefone 407.2764860, ou pelo email; Roosevelt@icla.org)

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