Reforma do Maracanã custará quase R$1Bi

Em um evento inédito no Tribunal de Contas da União (TCU), e com toda pompa e circunstância, autoridades do governo do Rio entregaram na manhã desta terça-feira, à Corte, o projeto de reforma do Maracanã. Estavam presentes quase todos os ministros do tribunal e secretários do governo fluminense, o vice-governador Luiz Fernando Pezão e muitos assessores. O secretário Ícaro Moreno, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP), foi o responsável pela apresentação do projeto, exibido em um telão, no auditório do TCU. O custo total de toda obra será de R$ 956,7 milhões. A previsão anterior era que a reforma do Maracanã custaria pouco mais de R$ 700 milhões.

As autoridades justificaram o encarecimento da obra às permanentes exigências da Fifa e também o preço dos equipamentos importados, responsáveis por 47% do total das despesas. Ícaro afirmou que o aumento da obra ficou em torno de 35% da proposta original e que a lei permite, nesta fase, um adendo de até 50% do valor total. O ministro Valmir Campelo, responsável pela análise das obras da Copa de 2014, disse que o Rio estava na legalidade.

– A lei permite – disse Campelo, que elogiou a iniciativa do Rio em entregar a proposta e chamar representantes do TCU e da CGU para a cerimônia.

O vice-governador Pezão garantiu que a obra não ultrapassará o custo de R$ 1 bilhão.

-Vamos lutar para baixar um pouco. O Maracanã vai ficar melhor que Wembley (na Inglaterra), considerado o melhor do mundo e que custou R$ 3 bilhões sua reforma. Teremos uma arena moderna. É um estádio para Copa e para as Olimpíadas (2016). O Maracanã tem uma taxa de ocupação de 120 eventos por ano. Nenhum cidade no mundo terá a programação do Maracanã nos próximos 30 anos – disse Pezão.

As autoridades do Rio também tiveram que explicar sobre a demolição da cobertura do Maracanã, que não estava previsto. Ícaro explicou que, durante as obras, detectou-se que o estado da estruturas era péssimo e que não tinha condições de aproveitar.

– O concreto era o pior do que se imaginava, de recuperação dificílima. Havia o indicativo da demolição. Foi a maior sinuca de bico – disse.

– Foi sofrível a demolição da cobertura. Os técnicos disseram que ia desabar – afirmou Pezão.

No lugar, será construída uma nova cobertura, que também encareceu a obra. O custo da cobertura representa 27% do total da obra.

O novo Maracanã terá capacidade para 78.639 torcedores e toda obra consumirá 173.320 sacos de cimento. Serão construídos 110 camarotes – vips e very vips -, quatro conjuntos de rampa, serão instalados 16 elevadores e 12 escadas rolantes. A dimensão do campo será reduzida dos atuais 113 m x 78 para 105 x 68. O número de bares saltará de 24 para 60, o de banheiros de 228 para 231, o de vasos sanitários de 761 para 927, o de mictórios de 542 para 747.

Para demonstrar o estado precário da estrutura do velho Maracanã, as autoridades levaram para o TCU pedaços de concreto e da estrutura metálica anterior.

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