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Celular pode causar câncer, afirma OMS

Pela 1ª vez, órgão ratifica estudos que relacionam o mal com o uso do aparelho

Celular

OMS afirma que uso de celular pode estar relacionado a câncer no cérebro

Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, braço da Organização Mundial da Saúde, classificou as ondas emitidas pelos celulares como possivelmente cancerígenasCancerígeno: as ondas emitidas pelo aparelho celular podem aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer

Cancerígeno: as ondas emitidas pelo aparelho celular podem aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer (Thinkstock)

Atualmente, estima-se que existam cerca de 5 bilhões de telefones celulares em todo o mundo

A Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta terça-feira que o uso de telefones celulares pode causar um tipo de tumor maligno no cérebro chamado glioma. É a primeira vez que um órgão mundial de saúde admite publicamente a associação entre os dois fatores.

Atualmente, estima-se que existam cerca de 5 bilhões de telefones celulares em todo o mundo. Diversas pesquisas já associavam em algum grau o uso de telefones celulares com o possível desenvolvimento de tumores cancerígenos, mas o fato de a OMS ratificar a ligação entre o aparelho e o mal é inédito.

Na última semana, um grupo de 31 cientistas de 14 países se reuniu em Lyon, na França, sede da IARC, para avaliar o potencial das ondas eletromagnéticas emitidas pelos celulares causarem câncer.

Segundo Jonathan Samet, chefe do grupo reunido em Lyon, “há evidências fortes o suficiente para concluir que existe algum risco de que o uso de celulares cause câncer, e por isso, de agora em diante, é preciso manter vigilância sobre essa associação.”

Christopher Wild, diretor do IARC, afirmou que “diante das potenciais consequências para a saúde pública, é necessário a condução de pesquisas adicionais sobre o uso prolongado e frequente de telefones celulares.”

O grupo de estudo avaliou centenas de artigos científicos e um resumo de suas conclusões será publicado na revista médica britânica Lancet Oncology, no dia 1º de julho.

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