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Caixas-pretas do avião da Air France apontam erro dos pilotos, diz jornal

A análise das caixas-pretas do voo 447 da Air France, que cobria a rota Rio de Janeiro-Paris e caiu há quase dois anos no Oceano Atlântico, aponta para um erro dos pilotos como motivo do acidente que causou a morte dos 228 ocupantes do avião, revela nesta terça-feira o site do jornal “Le Figaro”.

A informação, não confirmada pelos investigadores, foi publicada um dia depois de ter sido confirmado que os dados recolhidos nas caixas-pretas estavam em bom estado apesar das condições nas quais estiveram no fundo do mar, a quase quatro mil metros de profundidade.

Segundo o “Le Figaro”, os dados analisados no fim de semana retiram a culpa da Airbus, fabricante do A330 que caiu e um dos processados por homicídio culposo na investigação judicial aberta na França.

Os especialistas do Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), encarregada das investigações, trabalham agora para determinar se o erro dos pilotos é puramente humano ou se envolve também o sistema de segurança da Air France, proprietária do avião, a outra acusada, acrescenta o diário.

Para isso, o órgão dispõe das informações recolhidas nas duas caixas-pretas, que chegaram a Paris na última quinta-feira após serem localizadas e resgatadas do fundo do mar.

Charles Platiau-12.mai.11/Reuters
Caixas-pretas do Airbus A330 da Air France, que caiu no oceano em 2009, matando as 228 pessoas a bordo
Caixas-pretas do Airbus A330 da Air France, que caiu no oceano em 2009, matando as 228 pessoas a bordo

Graças a essas informações, os investigadores esperam reconstituir o que ocorreu em 1º de junho de 2009, quando o avião caiu no Oceano Atlântico após decolar do Rio de Janeiro com direção a Paris.

Segundo o “Le Figaro”, o BEA deve divulgar elementos sobre a investigação nas próximas horas, embora o próximo relatório provisório só esteja previsto para junho ou julho.

O último relatório, publicado em dezembro de 2009, muito antes da descoberta das caixas-pretas, apontava como causa do acidente uma falha nas sondas de medição de velocidade, que teriam congelado.

Na época, o BEA advertiu que as conclusões não eram definitivas e pediu prudência.

RESGATE

Dois corpos das vítimas foram resgatados no início do mês dos destroços do Airbus e estão em um laboratório na França. Os resultados dos testes que tentam extrair o DNA para a identificação dos corpos deverão ser conhecidos nesta próxima quarta-feira (18).

Na ocasião da tragédia, cerca de 50 corpos foram resgatados do oceano, sendo que 20 eram de brasileiros –12 homens e 8 mulheres.

De acordo com o BEA, 68 pessoas trabalham a bordo do navio Ile de Sein, que realiza os trabalhos de busca no oceano Atlântico. Entre eles estão nove operadores do robô submarino Remora 6000, técnicos da empresa americana Phoenix International, proprietária dos equipamentos, e membros do BEA.

O coronel Luís Cláudio Lupoli, da Força Aérea Brasileira, também está a bordo do navio. Ele é o representante brasileiro na comissão de investigação do acidente.

O primeiro mergulho do robô em busca dos destroços do voo, localizados no começo de abril, foi realizada no dia 26 e durou mais de 12 horas.

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