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Alergia ao Pólen

Nos Estados Unidos, 50 milhões de pessoas sofrem de alergias. Destes, 35 milhões sofrem de algum tipo de alergia nasal. 75% dos 35 milhões sofrem com o acúmulo de pólen no ar.

Atchim! Para milhões de pessoas, a primavera vem acompanhada de lacrimejamento, coceira nos olhos e coriza. A alergia geralmente é causada pelo ar impregnado de pólen. Segundo uma estimativa da revista BMJ (anteriormente chamada The British Medical Journal), 1 em cada 6 pessoas nos países industrializados sofre de alergia sazonal ao pólen, também conhecida como febre do feno. Isso não é de surpreender, em vista da profusão de pólen que as plantas liberam no ar.

Cientistas calculam que só as florestas de espruce da região sul da Suécia, que ocupam um terço do território nacional, liberam cerca de 75 mil toneladas de pólen por ano. Uma única ambrósia — o terror dos que sofrem da febre do feno na América do Norte — pode produzir um milhão de grãos de pólen por dia. Carregado pelo vento, o pólen da ambrósia já foi encontrado a 3 mil metros de altitude na atmosfera e a 600 quilômetros mar adentro.

Mas por que o pólen provoca reação alérgica em algumas pessoas?

Quando minúsculos grãos de pólen se alojam no nariz, eles ficam presos numa camada de muco pegajoso. Dali vão para a garganta, onde são engolidos ou expelidos, em geral sem nenhum efeito nocivo. Mas às vezes o pólen ativa o sistema imunológico.

O problema é causado pela proteína do pólen. Por alguma razão, o sistema imunológico de uma pessoa alérgica encara a proteína de certos tipos de pólen como ameaça. O corpo reage desencadeando uma reação em cadeia que faz com que os mastócitos, encontrados nos tecidos do organismo, liberem histamina em quantidades excessivas. A histamina faz com que os vasos sanguíneos se dilatem e fiquem mais permeáveis, de forma que deixam escapar fluidos ricos em células imunes. Em circunstâncias normais, essas células imunes migram para o local de um ferimento ou infecção, onde ajudam a expulsar os invasores prejudiciais. Mas para os que sofrem de alergia, o pólen aciona um alarme falso, provocando coriza, inchaço e lacrimejamento.

Muitos pesquisadores acreditam que a tendência à alergia (não necessariamente relacionada a um alergênio específico) é de ordem genética. A poluição também pode tornar a pessoa mais sensível a alergênios. Em pesquisa no Japão, constatou-se que a sensibilidade ao pólen está diretamente relacionada com a proximidade a áreas com altos níveis de partículas de emissão de escapamentos presentes no ar. Estudos feitos com animais sugerem que essas partículas aumentam a sensibilidade alérgica.

Felizmente, para muitos que sofrem de alergia, os anti-histamínicos podem aliviar os sintomas. Como o nome sugere, esses medicamentos inibem a ação da histamina. Apesar de o pólen causar irritação, não se pode deixar de admirar a engenhosidade manifesta no desenho e na forma de dispersão desses minúsculos grãos que propagam a vida. Sem eles, o nosso planeta seria um lugar inóspito e sem vida.

Mudanças climáticas estendem temporada de pólen na América do Norte

Má notícia para quem sofre de alergia. Segundo pesquisadores, o aquecimento global tem feito com que a temporada de pólen acumulada no ar fique mais longa, causando o aumento de problemas respiratórios na população. O fenômeno foi observado na América do Norte.

O estudo, publicado na revista Proceedings, da National Academy of Sciences, mostra que o aquecimento desproporcional quem vem acontecendo ao redor do planeta faz com que os dias mais quentes colaborem para o aumento da produção de pólen e, consequentemente, com que ele se espalhe por mais tempo e em uma maior distância, afetando em cheio, principalmente, quem sofre de asma e rinite alérgica.

Em cidades americanas como Minneapolis, no estado de Minnesota, a temporada cresceu 16 dias. Em Winnipeg e Saskatoon, no Canadá, ela aumentou 25 e 27 dias, respectivamente.

Os dados relatados na pesquisas vão ao encontro dos registros de médicos americanos. Segundo Nacny Otta, médica de Southdale Pediatrics de Edina, no Minnesota, é significativo o aumento das ocorrências de alergias nos últimos seis anos. “Estas estações já são um problema, particularmente para aqueles que sofrem de asma” disse.

5 remédios naturais que trabalham a seu  favor

Se você sofre de alergias respiratórias desencadeadas pelo pólen, você está entre milhões de outras pessoas em todo o mundo que continuam a busca por soluções. E mesmo que há medicamentos que você pode tomar, e dependendo da gravidade do estado são certamente uma parte da solução que deve ser considerado, existem algumas soluções mais naturais e menos invasivos para considerar.

Normalmente, é uma combinação de muitas pequenas ações que fazem a diferença no modo como você se sente. Aqui estão 5 soluções que, quando usados juntos vai fazer uma grande diferença no impacto suas alergias têm sobre você, independentemente da contagem de pólen no exterior.

Acupuntura – A acupuntura é um sistema médico completo. Sua eficácia  abrange diversas áreas desde uma simples dor de cabeça, fertilidade, alergia e até de forma anestésica em algumas cirurgias. Quando os países ocidentais perceberam a eficácia da acupuntura, iniciou um processo de pesquisas pela comunidade médica com o apoio da Organização Mundial de Saúde. As pesquisas comprovam que a acupuntura estimula terminações nervosas livres mielinizadas nos músculos enviando sinais ao organismo, afetando diretamente o sistema nervoso central, o sistema imunológico e endócrino. Estes efeitos incluem a liberação de endorfina, que são neurotransmissores secretatos pela hipófise de ação analgésica e sensação de bem estar e também causa a diminuição de cortisol que é um hormonio corticosteróide que tende a aumentar quando estamos estressados.
Segundo o Dr. Anderson Gonçalves AP., DOM do Board Certified Acupuncture Physician, com clínica em Boca Raton, no caso de alergia ao pólen, a acupuntura tem um efeito no sistema imunológico onde pesquisas comprovam a dimunuição de até 60% do nivel do anticorpo Imunoglobulina E ou IgE.

“Para entedermos melhor este processo, o sistema imunológico que nos protege contra invasores como vírus e bactérias, age de maneira errada e hipersensível ao reconhecer uma substancia inosiva ao organismo (pólen) como estranha ou perigosa. Neste processo o sistema imunológico usa os linfócitos-B, para defender o organismo é produzido mais anticorpo IgE. O problema inicia com a constante elevação do IgE, quande este antige um nível acima de 592 U/m é considerado alto. Assim com o IgE elevado, inicia o processo de liberação de histamina na corrente sanguínea que causa inflamações e sintomas alérgicos em  orgãos e tecidos do corpo como irritações na vias respiratórias, tosse, secreção, bloqueio nas narinas, espirros, coceiras, dores, nausea  e patologias como renite, sinusite e asma. Por isso os remédios para alergia são “anti-histamínicos”. O nível de Histamina deve se manter baixo”, explica Dr. Anderson.

O objetivo principal da acupuntura é o tratamento da causa e não somente dos sintomas. Isso significa  os sintomas como tosses, espirros e coceiras podem ser aliviados temporariamente por diversos remédios, porém o diferencial da acupuntura neste caso é a dimuição do nível do IgE que consequentemente diminuirá ou eliminará os sintomas da alergia.

No caso da alergia ao pólen os acupunturistas recomendam que o tratamento com acupuntura inicie-se pelo menos 6 semanas antes da temporada do pólen.

“Durante este período, o sistema imunológico em seu estado normal,terá mais chances de preparação para a futura superação. Caso o paciente espere a aparição dos primeiros sintomas alérgicos, a recuperação será mais lenta, possivelmente necessitará de mais sessões semanais de acupuntura. Devemos lembrar também que estamos citando somente a alergia ao pólen, porém é possivel que o paciente tenha outras alergias, talvéz desconhecidas. Neste caso deve inicar com antecedencia de 3 meses as sessões de acupuntura para assim diminuir os níveis do IgE antes da temporada do pólen. Isso possibilitará ao paciente passar pela temporada com o IgE baixo, impedindo a liberação de histamina onde não causará reações alérgicas.”, conclue Dr. Anderson.

Solução salina – Ao inalar alérgenos, que muitas vezes ficam presos nos pêlos nasais, pode-se ainda mais agravar a alergia causando estragos no sistema imunológico. O uso de água salgada para expulsá-los faz com que seu corpo gere recursos próprios para se livrar do pólen. A indicação são as soluções salinas prontas ou preparadas caseiramente. Se você decidir preparar o seu própio soro, o uso do sal kosher ou do sal não iodado e água destilada possui resultados muito saudáveis.

Umidificador – Um umidificador de vapor frio vai aumentar a quantidade de água no ar. Alérgenos que ainda estão no ar à espera de ser inalado aderem às gotas de água tornando-os pesados o suficiente para sairem do ambiente. Equilíbrio é a chave ao colocar água em sua casa. Evite os níveis de umidade que tornam possível a proliferação de mofo, pois os fungos são alérgenos potentes que podem causar problemas sérios e agravar ainda mais a alergia.

Mel – O mel produzido é sempre exposto a uma pequena quantidade de pólen que está no ar. A teoria é que comer uma colher de chá de mel, diariamente, vai ajudar a tirar a sensibilidade do sistema imunológico. Este é um remédio que vale a pena tentar, e mesmo que não funcione curando a alergia, o mel é a alternativa mais saudável ao açúcar processado.

HEPA Air Purifier – Independentemente de quão eficiente uma pessoa possa ser ao tentar impedir o pólen de entrar em sua casa, o pólen ainda assim penetrará nos ambientes fechados. O pólen pode ser encontrado nas cabelos, nas roupas, nas embalagens de produtos, nos animais de estimação e nos sapatos e enviado para o ar a todo instante. Você pode reduzir a quantidade de pólen nos ambientes fechados filtrando o ar com um purificador que utiliza filtro  HEPA (High Efficiency Particulate Air).
Este tipo de filtração é utilizado em centros cirúrgicos, capaz de reter 99% de partículas minúsculas até 0,03 microns (bactérias), correspondente a 75 vezes menor que um fio de cabelo. O aparelho retém ácaros e partículas de pólem e poeira, tornando o ar muito puro.

» Giovana Marques

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