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São Francisco aprova isenção fiscal ao Twitter para convencer empresa a não mudar de cidade

Os legisladores de São Francisco aprovaram a concessão de isenção fiscal ao Twitter para impedir que a rede social mude sua sede para outra cidade.

A medida, que foi aprovada pela Câmara dos Supervisores (espécie de câmara dos vereadores da Califórnia) numa votação com oito votos favoráveis e três contrários, isenta o Twitter de pagar um imposto sobre os salários de novos funcionários. A condição é que a empresa mude para a área degradada de Mid Market em vez de ir para outra cidade, como pretendia.

A empresa de microblog estima que sua permanência em São Francisco por mais cinco anos custaria, sem isenção, mais de US$ 30 milhões em aluguel, impostos e despesas gerais.

A isenção se aplica a qualquer negócio no bairro, mas as autoridades de São Francisco encaram o Twitter como o peixe grande que pode alavancar o crescimento econômico local, atraindo outras companhias. Isso, de fato, já acontece. Em busca de proximidade com uma das companhias mais promissoras da internet, várias empresas disputam o aluguel de prédios próximos ao do Twitter.

– Finalmente temos uma chance de pôr em prática uma política que trará desenvolvimento econômico e empregos – disse o político Jane Kim, que representa a área beneficiada. – A medida nos dá a esperança de revitalizar uma parte muito negligenciada da nossa cidade.

O Twitter já não cabe em sua sede atual e está se preparando para expandir seu quadro de funcionários, que hoje se resume a algumas centenas de pessoas, para o patamar dos milhares de empregados.

O prefeito Ed Lee, um entusiasta da redução de impostos, disse anteriormente que o Twitter havia se comprometido a assinar um contrato de seis anos para a instalação no bairro mas que, como contrapartida, pedira isenção fiscal.

Os críticos, incluindo a maior união de trabalhadores da cidade, classificaram a medida de um oferta empresarial equivocada que levará outras empresas a darem um ultimato exigindo o mesmo tratamento.

– Eu temo que a decisão tenha estabelecido um precedente ruim – disse o político John Avalos, que votou contra a medida.

Estima-se que, com a medida, a cidade de São Francisco abriu mão de cerca de US$ 22 milhões em receitas.

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