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“Não ligo se não fizer mais filmes como ator”, diz Mel Gibson

Mel Gibson deu com exclusividade ao site Deadline a primeira entrevista desde o escândalo provocado pelo vazamento de fitas em que faz comentários racistas e violentos contra sua ex-namorada.

Na entrevista, divulgada nesta sexta-feira, o ator se mostra arrependido mas diz que não se importa se, por causa da rejeição do público, não fizer mais filmes como ator. “Não seria um problema”, garante.

“Eu nunca tratei ninguém mal ou de forma discriminatória baseado em seu gênero, raça, religião ou sexualidade”, defende-se Gibson, 55. “Mas eu não culpo quem pensa o contrário baseado no lixo que eles ouviram naquelas fitas.”

Mel Gibson durante julgamento por maus tratos, em março deste ano, no qual foi condenado a três anos de condicional
Mel Gibson durante julgamento por maus tratos, em março deste ano, no qual foi condenado a três anos de condicional

O ator afirma que o conteúdo das fitas foi editado e que o que ele diz ali, em um momento de raiva, não pode ser considerado uma amostra justa do seu caráter.

“Você tem que colocar no contexto correto, de ser uma discussão acalorada e irracional no auge de uma separação. Foi um momento terrível que não representa o que eu realmente acredito ou como eu tratei as pessoas em minha vida inteira”, fala o ator.

Nas fitas gravadas pela ex-namorada de Gibson, Oksana Grigorieva, 40, o ator ameaça matá-la e usa palavra “nigger” –palavra pejorativa para “negro”.

Apesar disso, Gibson diz que vai participar ainda este ano do lançamento do filme de ação “How I Spent My Summer Vacation”, no qual ele é protagonista, e que voltará a trabalhar com o roteirista de “Coração Valente”, Randall Wallace, em um novo projeto.

Gibson está divulgando o filme “Um Novo Despertar”, dirigido pela Jodie Foster, que estreou esta semana nos Estados Unidos.

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