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Brancos fogem das ‘cidades étnicas’ de Massachusetts

Um dado interessante ofuscou o anúncio dos novos números do Census 2010, em relação à população de Massachusetts: os americanos brancos estão fugindo das cidades com vasta população imigrante.

Enquanto foi confirmado que as populações hispânica e asiática cresceram 46% nos últimos 10 anos, foi o êxodo dos brancos que mais impressinou.

Pegue o exemplo de Lawrence: de 2000 até 2010, a população de brancos da cidade encolheu mais de 30% na última década. Em Chelsea, a perda foi de 34%, já Springfield testemunhou a saída de 17 mil residentes brancos, e 14 mil saíram de Brockton e Worcester.

Ao todo, revela o Census 2010, 45 comunidades de Massachusetts perceberam a mesma tendência – cerca de 190 mil brancos se mudaram, ou 9% da população do estado. A expressão em inglês que explica o fenômeno é “white flight.”

Para Joseph C. O’Brien, prefeito de Worcester, cidade onde se ouvem 96 idiomas nas ruas, está difícil para as cidades do estado para reter as famílias da classe média americana.

A iroina é que foi justamente o influxo de imigrantes que garantiu que a população do estado crescesse. Como prova disso, as 5 maiores cidades de Massachusetts (Boston, Worcester, Springfield, Lowell e Cambridge), aumentou, apesar de também terem registrado o êxodo dos brancos.

No entanto, o demógrafo da Universidade de New Hampshire, Kenneth Johnson, alega que a maioria do êxodo de brancos aconteceu entre as crianças. Ou seja, os brancos americanos estão tendo menos filhos ou nenhum filho. Por isso, a população de anglo-saxãos vai continuar a cair.

Embora Massachusetts tenha perdido uma cadeira no Congresso, de 10 para 9, a população de Massachusetts mais de 400 mil na última década. E latinos respondem por mais da metade desse aumento populacional.

São esses números que explicam bem a avalanche de propostas para endurecer as leis imigratórias nos estados liderados por republicanos. A justificativa é bem simples: se os conservadores não podem controlar o avanço populacional é melhor tentar expulsar essa população.

O pensamento do conservador pode ser explicado pelo depoimento da deputada Michelle Bachman falava durante o início dos esforços do Census 2010: “não é justo que, para a contagem federal, o imigrante ilegal possa contar o mesmo que o cidadão americano.”

Agora fica difícil negar que o que o Census 2010 provou é que o futuro da política nos EUA depende cada vez mais da população imigrante. Interessante será ver como políticos conservadores que hoje chamam imigrantes ilegais de “crimigrantes” mudarão o seu discurso para cortejar os novos eleitores.

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