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Lista de livros da USP e da Unicamp vale apenas mais um ano

Se ler os livros obrigatórios da USP e da Unicamp parece uma tarefa árdua, quem vai prestar o vestibular neste ano teve a sorte de pegar a atual lista unificada em seu terceiro e último ano e, assim, teve mais tempo para se preparar.

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Anunciada com antecedência para permitir que os alunos leiam os livros ao longo do ensino médio, a lista vigente é a segunda que a USP e a Unicamp lançam juntas.

A próxima, que valerá para o triênio 2012-13-14, será divulgada nos próximos meses. A expectativa dos professores é que, como ocorreu da última vez, quando três livros foram trocados, boa parte das obras seja mantida.

Renato Pedrosa, coordenador da comissão que organiza a prova da Unicamp, diz que há uma preocupação de apenas incluir na lista livros de fácil acesso, preferencialmente de domínio público.

ORDEM DE LEITURA

Que os livros da lista precisam ser lidos com cuidado ninguém discute. Mas qual é a melhor ordem de leitura?

De acordo com os professores, é preciso fazer uma diferenciação: há alunos que precisam ler e os que precisam revisar. Cada grupo deve adotar uma tática diferente.

O melhor é que os alunos tenham tido oportunidade de ler os livros de forma cronológica no ensino médio. Para eles, ao fazer uma revisão das obras, a ordem de estudo pode ser sofisticada.

Cláudia Dunder, do cursinho 20 de Novembro, sugere para esses estudantes uma leitura a partir de temas, para facilitar comparações.

Assim, “Iracema”, “Memórias de um Sargento de Milícias” e “O Cortiço”, que falam de relações amorosas, podem ser estudados em sequência. Depois, “Dom Casmurro” e “A Cidade e as Serras”, que tratam do homem na sociedade. Por último, “Vidas Secas” e “Capitães da Areia”, com temática social.

“Auto da Barca do Inferno”, que é mais curto, pode ficar para depois de tudo. Já o livro de Vinicius de Moraes, só de poesias, deve ser lido em paralelo, durante o ano.

Já para quem precisa ler todos os nove livros em um ano, Nelson Dutra, do Objetivo, aconselha a leitura em nível gradativo de dificuldade.

Cada aluno, diz o professor, pode encontrar sua ordem ideal, mas é bom começar por “Capitães da Areia”, que tem uma narrativa mais fácil e próxima do aluno.

Beatriz Celiberto, 16, está no terceiro ano do colégio Santa Amália da Saúde (zona sul de SP) e começou a ler a lista há dois anos. Ela pretende terminar os três livros que faltam no primeiro semestre deste ano. “Vou procurar resumos para relembrar os que já li”, diz Beatriz, que, até agora, gostou mais de “Auto da Barca do Inferno”.

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