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Google pretende contratar mais de 6.200 funcionários este ano

O Google pretende contratar mais de 6.200 funcionários este ano – aumentando sua força de trabalho em pelo menos 25% – na maior expansão da história da mais lucrativa empresa de internet do mundo. A expansão foi anunciada no mesmo dia em que o Yahoo disse que vai cortat entre 100 e 150 funcionários, ou cerca de 1% de sua força de trabalho, por conta da queda de receita.

A notícia sobre a onda de contratações surge pouco após o discurso do presidente Barack Obama enfatizando a necessidade de se criar mais empregos. O CEO do Google, Eric Schmidt, estava entre um grupo de empresários que se encontrou com Obama no mês passado para discutir formas de fortalecer a economia.

Mas o esforço do Google para expandir sua força de trabalho, que já cresceu 23% no ano passado, pode não agradar Wall Street. Os gastos da empresa vem preocupando investidores que preferem investimentos mais frugais na esperança de lucros maiores.

Executivos do Google tem repetidamente descartado essas preocupações. Eles dizem que a empresa precisa recrutar agressivamente os melhores engenheiros e os vendedores mais persuasivos para manter sua liderança no mercado de busca e publicidade online. Eles também enfatizam a importância de diversificar para outros serviços de computação, telecomunicações e mídia.

A empresa apresentou seus planos de contratação nesta terça-feira, dando bem mais detalhes do que em 2007, quando abriu 6.131 novos postos de trabalho. O Google contratou quase 4.600 pessoas no ano passado, terminando 2010 com 24.400 funcionários. (Confira as vagas abertas neste link ) Mesmo ultrapassando 31 mil funcionários este ano, o Google ainda estará longe de sua maior rival, a Microsoft, que emprega cerca de 88.400 pessoas.

O Google se tornou um lugar cobiçado para trabalhar, especialmente porque os fundadores Larry Page e Sergey Brin sempre insistiram em fazer os escritórios da empresa uma “casa fora de casa”, num esforço para que as pessoas sejam mais produtivas. Todas as refeições, lanches e bebidas no Google são gratuitas e os funcionários podem pegar vans gratuitas com acesso à internet para cidades próximas.

A empresa pode causar todo esse alarde porque se tornou extremamente próspera. O Google lucrou US$ 8,5 bilhões no ano passado, muito mais que seus rivais na internet, e terminou dezembro com US$ 35 bilhões no caixa. O quartel-general que se espalha por Mountain View, chamado “Googleplex” é a prova do explosivo crescimento e da ambição de se tornar ainda maior.

O Google é dono ou aluga uma área de 0,39 milhões de metros quadrados onde se espalham mais de 60 prédios em Moutain View e pretende construir outro campus num complexo da Nasa próximo do Vale do Silício. Também sinalizou planos de expandir em Nova York quando comprou um prédio de escritórios de 15 andares por US$ 2 bilhões – o prédio tem mais espaço que o Empire State Building.

Tentar conseguir um emprego no Google é como tentar entrar na Universidade de Stanford, onde Page e Brin começaram a trabalhar em sua ferramenta de buscas quando eram estudantes. A empresa recebe mais de um milhão de currículos por ano e identifica os principais candidatos através de um rigoroso processo que analisa notas e a performance em testes com perguntas como: “De quantas formas diferentes você pode colorir um icosaedro com uma de três cores em cada face?”

Quem passa por essa tribulação intelectual provavelmente estará sob imensa pressão. A empresa busca cada vez mais inovação para que o gigante da internet possa enfrentar novas ameaças como o Facebook, Twitter e o Groupon.

Com o crescimento de sua rede social, o Facebook tem conseguido roubar funcionários do Google. Cerca de 200 dos atuais empregados de Zuckerberg (são 2 mil no total) já trabalharam no rival. As saídas não deixaram espaços abertos, uma vez que o Google contratou 200 pessoas a cada duas semanas no ano passado.

Mas os ataques recentes do Facebook e de outras empresas menores chamaram a atenção. Para manter funcionários, o Google deu a todos um aumento de 10%. Apenas essa medida pode aumentar os custos operacionais da empresa em US$ 500 milhões.

O compromisso de aumentar sua força de trabalho em 25% este ano pode fazer com que a folha de pagamentos do Google cresça mais rápido que suas receitas. Analistas da FactSet esperam que o crescimento de receita da empresa fique em torno de 22%.

O Google não informou quantos dos postos de trabalho serão nos EUA, onde fica a maior parte de seus funcionários. Num discurso nesta terça-feira, Schmidt disse que a empresa vai contratar mais de mil funcionários na Europa. O Google tem mais de 60 escritórios em 30 países, entre eles o Brasil, onde a empresa tem sede em São Paulo e Belo Horizonte.

– Nesse momento o número de oportunidades excede amplamente o número de pessoas que temos na empresa – disse Alan Eustace, vice-presidente de engenharia e pesquisa do Google.

Administrar uma companhia com a população de uma pequena cidade será um novo desafio para o co-fundador do Google, Larry Page, que se prepara para assumir como CEO no dia 4 de abril. Page, de 37 anos, foi CEO da empresa no início e o Google tinha menos de 300 funcionários quando Schmidt assumiu o cargo há uma década.

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