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Caçadores dos tempos perdidos

O primeiro tipo de “caçadores do tempo perdido” se encontra no labirinto da vida, onde se perderam nas boas lembranças e nos bravos atos de heroísmo do passado. A realidade de vida destes se resume na incapacidade de lutar no presente, pois renderam a coroação das vitórias obtidas no pretérito.

O segundo tipo de “caçadores do tempo perdido”. São aqueles que foram dominados por uma onda de neurose depressiva. Isto é notório, pois não lutam para conquistar os sonhos, apenas se dobram ao passado
manchado por fracassos. Ironicamente, Jean de La Fontaine, diz: “nas asas do tempo, a tristeza voa”.

Os dois tipos de “caçadores do tempo perdido” mencionados anteriormente são fortes candidatos ao fracasso ministerial, pois estão presos às conquistas ou fracassos do passado. Avaliar os acontecimentos é importante, todavia, o problema é quando a pessoas se prendem no tempo. As falhas ou acertos outrora cometidos não podem gerar uma paralisia no presente, mas devem ser a força impulsionadora rumo à jornada do sucesso.

Beatrice Bruteau certa feita disse: “não podemos aguardar que os tempos se modifiquem e nós nos modifiquemo, por uma revolução que chegue e nos leve em sua marcha. Nós mesmos somos o futuro. Nós somos a revolução”.
O que se fez ou deixou de se fazer no passado não mais pode voltar. Contudo, podemos lutar por um presente
que amadureça em um futuro do qual o passado fique envergonhado. Há um ditado popular que diz: há
quatro coisas que não voltam: a pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado. Todavia, algo
falta nesse ditado, é a quinta coisa que não volta a trás: a capacidade de não desistir enquanto houver esperança do amanhã ser melhor do que o ontem.

Os “caçadores do tempo perdido” se encontram em uma batalha que Robert Schüller descreve da seguinte maneira: “em tempos de dificuldades, você pode sentir que os seus problemas parecem que nunca encontrarão um fim. Mas isso absolutamente não é verdade. Toda montanha tem um topo. Todo problema tem uma duração limitada. A questão é: quem é que vai desistir primeiro, você ou o problema?”.
Que Deus nos ajude!

» VINICIUS GUIMARÃES é Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Evangélico do Betel Brasileiro (STEBB), bacharel em Administração Geral pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e Colaborador da Revista Linha Aberta (Flórida – EUA).

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