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União Europeia investigará Google por supostamente prejudicar concorrentes

Autoridades da União Europeia investigarão se o Google abusou de sua posição dominante no mercado de buscadores na internet ao deliberadamente colocar os links de sites rivais em posições menos privilegiadas na página de resultados de pesquisa.

Alexander F. Yuan/AP
Google garante que suas políticas não correspondem a más condutas

A Comissão da União Europeia anunciou nesta terça-feira, 30, a decisão. Será a primeira investigação sobre as práticas do Google em todo o mundo, algo que poderia resultar em multar que custarão bilhões de dólares ao site.

Três concorrentes, um deles de propriedade da Microsoft, afirma que os links para seus serviços aparecem muito abaixo na página de resultados das buscas do Google. As empresas ainda notam que o Google, quando oferece serviços similares, como a comparação de preços, coloca seus próprios links acima dos links patrocinados pelos quais as companhias denunciantes pagam.

As empresas que denunciaram o Google em fevereiro deste ano são o site britânico de comparação de preços Foundem, o site de buscas francês especializado em assuntos jurídicos ejustice.fr e o site de compras Ciao, da Microsoft.

A investigação não se aplica a nenhuma irregularidade do Google, que controla cerca de 90% dos mercado de buscas online na Europa, mas mostra que o órgão está considerando seriamente as denúncias e pode lançar um inquérito detalhado sobre as práticas da empresa.

O Google informou por meio de comunicado que está certo de que suas políticas não apresentam nenhum abuso ou atos de má conduta.

“Desde que iniciamos nossas operações, temos trabalhado duro para fazer a coisa certa pelos nossos usuários e nossa indústria. Asseguramos que os anúncios estivessem sempre marcados para tornar mais fácil que usuários e anunciantes pudessem tirar proveito disso e investissem em nossos projetos. Mas sempre haverá espaço para melhoras, e por isso trabalharemos com a Comissão Europeia”.

A investigação pode render ao Google até 10% de seu faturamento, o que corresponde ao montante de US$ 2,4 bilhões, segundo os rendimentos de 2009.

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