Obama se prepara para enfrentar teste em eleição legislativa nos EUA

Dasta cois anos após a campanha vitoriosa que levou à eleição de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos, quando o seu partido (Democrata) retomou maioria no poder, uma nova votação pode mudar completamente, de novo, a divisão de forças políticas do país. Os EUA renovam, no final de ano, aproximadamente um terço do Senado, toda a Câmara e 37 dos 50 governadores estaduais, inclusive a Flórida, em uma eleição que deve ser apertada e vai colocar em xeque o destino do país. A eleição está marcada para 2 de novembro.

Uma enquete divulgada pelo Gallup Institute mostra um empate virtual no pleito de novembro, com 46% dos entrevistados a favor dos democratas, que têm a maioria no Congresso, e 45% dos republicanos. Segundo as pesquisas de intenção de voto, ainda é incerto que partido conquistará a maioria do Congresso. Já é certo, entretanto, que os democratas vão perder a grande margem com que governam desde 2006, quando conquistaram a maioria em um primeiro sinal da rejeição do público ao governo de George W. Bush. Desde que venceu a eleição parlamentar de 2006, os democratas têm maioria nas duas casas. O partido tem 255 das 435 cadeiras na Câmara e 59 das 100 no Senado.

Estas eleições serão super importantes para a o futuro político, social  e econômico dos Estados Unidos e vai determinar qual  partido que estará na liderança do congresso e do senado, e de certa forma, o governo do presidente. Barack Obama ainda tem mais dois anos do seu primeiro mandato pela frente, mas a votação intermediária, para deputados e senadores, costuma ser vista como uma avaliação prévia de o que os eleitores pensam a respeito do governo. As dificuldades encontradas para recuperar a economia do país desde a crise financeira global são apontadas por analistas como o maior obstáculo para a aceitação de Obama.

Câmara

Todo Estado tem representação na Câmara dos Deputados, onde atuam 435 representantes (congressman). Todas as vagas estão em jogo nas eleições de 2010, e a distribuição desses assentos é feita com base na demografia do país, buscando um equilíbrio na divisão de poder – quanto maior a população de um Estado, maior o número de representantes na Casa.

O país realiza contagens da sua população a cada dez anos. Os dados do Censo de 2010, que ainda estão sendo computados, podem alterar a distribuição dessas cadeiras, caso perceba-se uma diferença no perfil demográfico do país. Se alguma região teve um aumento maior na população, ela pode ganhar mais representação na Câmara.

Alguns dos deputados são eleitos por todo o Estado, e outros são escolhidos por “distritos” onde há população suficiente para ter representação nacional própria. As eleições para a Câmara acontecem a cada dois anos.

Segundo a média de pesquisas do grupo Real Clear Politics, até 19 de setembro, os democratas alcançariam pelo menos 192 vagas na Câmara, contra ao menos 205 dos Republicanos. É preciso conquistar 218 cadeiras para ter maioria. O RCP indica que 38 vagas ainda estão sendo disputadas de forma equilibrada, mostrando que a disputapela maioria na Casa ainda não tem favorito.

Senado

Cada Estado norte-americano elege dois senadores para representá-lo nacionalmente. Os senadores têm mandatos de seis anos, e as eleições vão alterando gradualmente a composição do Senado. Na votação de novembro de 2010, serão escolhidos 37 desses senadores.

Segundo a média de pesquisas do grupo Real Clear Politics, feitas até 19 de setembro, os democratas alcançariam pelo menos 49 vagas no Senado, contra ao menos 45 dos republicanos. É preciso eleger 51 senadores para ter maioria no Senado. Seis cadeiras do Senado estavam sendo disputadas de forma equilibrada, sem grande vantagem para nenhum dos dois partidos.

Governo estadual

A eleição de 2 de novembro vai selecionar também 37 dos 50 governadores estaduais. Ao contrário do que ocorre no Brasil, a escolha de governadores não acontece ao mesmo tempo em todo o país. Os governadores são escolhidos para mandatos de 4 anos. Dos Estados em que não há eleição neste ano, oito são governados por democratas e 15 por republicanos. Pesquisas eleitorais indicam que há nove disputas de governo em aberto. O Partido Democrata tem a preferência de sete Estados, e os republicanos lideram a intenção de voto em onze.

A Flórida faz parte dos estados que elegem seu novo governador em novembro, com Rick Scott representando o pastido republicano e Alex Sink concorrendo pelo partido democrata. A disputa pelo cargo de governador da Flórida está acirrada. Na apertada disputa ao governo do estado, a democrata Alex Sink conseguiu abrir uma boa vantagem sobre o republicano e conservador Rick Scott, que prometeu em campanha aplicar leis rigorosas contra os imigrantes. A última pesquisa eleitoral mostrou que ela tem 47% das intenções de voto, enquanto ele é o preferido de 40% dos eleitores, com 11% de indecisos. A vantagem obtida por Sink pode ser atribuída a dois fatores: a luta pela vaga republicana nas primárias, que expôs Scott a um confronto excessivo com o candidato concorrente Bill McCollumm, e o voto dos independentes, tendendo para o lado democrata.
Republicanos lançam programa eleitoral ‘Promessa pelos EUA’

O Partido Republicano apresentou seu programa eleitoral intitulado “Promessa pelos Estados Unidos” com vistas às eleições legislativas de 2 de novembro e com o propósito de mostrar sua capacidade de governar novamente em caso de vitória. No documento de 45 páginas, os republicanos prometem acabar com “os impostos que matam o emprego”, reduzir o gasto público, colocar fim aos planos de resgate da economia e derrubar a reforma do sistema de saúde aprovada há seis meses e substituí-la por outra lei.

Os adversários políticos do presidente Barack Obama foram catalogados nestes últimos anos como os do “partido do Não”, devido a sua política de obstrução quase total das medidas propostas pelos democratas no Congresso. Segundo vários veículos da imprensa americana, o programa republicano articula-se em torno de cinco grandes temas: emprego, reforma do governo, orçamento, segurança nacional e saúde.

Como acaba de afirmar recentemente o líder da minoria da Câmara dos Representantes, John Boehner, o documento contém uma proposta consistente de congelar todos os gastos federais não urgentes. O partido conservador também reafirmou seu apoio às reduções fiscais da era Bush, particularmente aquelas das quais se beneficiam as famílias com renda superior a 250.000 dólares anuais, que esperam prolongar para além de sua data de expiração, no fim de 2010.

O objetivo do projeto é recuperar o controle do Congresso nas eleições parlamentares de novembro e que lembra aquele que fez a direita ascender ao poder no pleito de 1994 uma vez que os EUA vão renovar em 2 de novembro um terço do Senado, a Câmara de Representantes e governadores de 37 dos 50 estados, em eleições que podem dar novamente a maioria parlamentar aos conservadores.

As últimas pesquisas indicam empate entre democratas e republicanos e revelam um forte descontentamento da população com a gestão do Congresso. Uma preocupação para os democratas é o destino da maioria das doações corporativas nos últimos meses, que foram parar nos cofres de candidatos republicanos ao Congresso, revertendo a tendência pró-democrata dos últimos três anos.

Líderes republicanos da Câmara de Representantes tentaram aproveitar o aparente vento a favor ao divulgar sua plataforma eleitoral, intitulada “Promessa pelos Estados Unidos”, um documento de 48 páginas elaborado após meses de pesquisas populares. Apesar de suas muitas promessas, o texto não deixa claro como torná-las realidade e “pôr o Governo no caminho do equilíbrio orçamentário”, dado o déficit de US$ 1,3 trilhão estimado para este ano fiscal.

Algumas das propostas específicas do documento são congelar as despesas da maioria dos programas de política doméstica, com a exceção dos programas para idosos e outros que afetam veteranos de guerra e militares. Além disso, os republicanos tentarão congelar a despesa de todas as agências federais, com exceção das encarregadas de segurança, como o Pentágono. Além dessas propostas, os republicanos prometem revogar a lei da reforma da saúde aprovada este ano e melhorar a transparência do Congresso.

John Boehner, líder da minoria republicana na Câmara de Representantes, reconheceu que os republicanos cometeram “erros” ao permitir que as despesas subissem durante sua liderança em parte da última década no Congresso. No entanto, ele ressaltou que os conservadores levam sua nova promessa de disciplina fiscal “muito a sério”, mensagem que foi apoiada pelos membros de seu partido presentes na entrevista. “É preciso reduzir uma despesa fora de controle”, afirmou o legislador do Texas Jeb Hensarling, que criticou os planos de estímulo aprovados no Governo de Barack Obama ao afirmar que eles “só estimularam a dívida nacional”.

Falta saber se o plano apresentado no final de setembro terá efeitos comparáveis aos do patrocinado pelo conservador Newt Gingrich, que permitiu à direita obter a maioria na Câmara de Representantes após 40 anos em minoria. O documento na ocasião, divulgado seis semanas antes das legislativas de 1994, obteve o apoio de todos menos de dois dos republicanos da Câmara. Boehner antecipou que encorajará os membros de seu partido a escolher as ideias a que seus distritos eleitorais melhor se adaptem.

Obama não acredita na promessa dos republicanos

A Casa Branca e os democratas criticaram o documento, afirmando que ele retoma ideias que prejudicaram a classe média do país. “Em vez de seguir um novo rumo, os republicanos do Congresso insistem nas mesmas feridas que prejudicaram a classe média”, disse Dan Pfeiffer, diretor de comunicação da Casa Branca em comunicado no blog da residência presidencial. Além das já esperadas críticas dos democratas, surgiram outras menos previsíveis: as de influentes blogueiros conservadores como Erick Erickson, que tachou a proposta de “ridícula”.

Por outro lado, o presidente Barack Obama disse que o plano dos republicanos em cortar impostos e gastos, no caso do partido retomar o controlo da Câmara dos Representantes nas eleições de novembro, não é mais do que “eco da década desastrosa que nós não podemos dar ao luxo de reviver”. No seu programa semanal na rádio e na Internet, Obama criticou os republicanos sobre o plano “Promessa para a América”, que promete reduzir o regulamento sobre o mercado financeiro, revogar a lei do setor da saúde e acabar com o programa de estímulos do governo.

“Os republicanos que querem assumir o Congresso ofereceram as suas ideias outro dia, muitas delas foram as mesmas políticas que levaram à crise econômica, o que não é surpreendente, já que muitos dos líderes estavam entre os arquitetos da política que fracassou”, destacou Obama. O presidente afirmou também que a promessa dos republicanos “se baseia na mesma filosofia desgastada: corte de impostos para milionários e bilionários, redução das regras para Wall Street e interesses especiais. Isso não é receita para um futuro melhor”.

Os republicanos em comunicado oficial defenderam a proposta com a alegação de que “a nova agenda incorpora a rejeição dos americanos da noção de que podemos taxar, pedir emprestado e gastar o nosso recurso para a prosperidade”, disse um dos autores, o deputado republicano Kevin McCarthy. “Ela oferece uma opção nova que ainda não foi tentada por Washington, uma abordagem focada no corte de gastos que é, infelizmente, uma nova ideia para um Congresso acostumado a aumentá-los”, declarou, criticando os democratas.

No entanto, Barack Obama admitiu que, se a economia americana continuar fraca, os democratas podem ser prejudicados nas eleições legislativas de 2 de novembro. Em entrevista concedida ao programa “Good Morning America”, da rede “ABC”, Obama indicou que “todo mundo acredita que esta economia deve mostrar um comportamento melhor que o de até agora”. “Se as eleições são um plebiscito sobre se o povo está satisfeito com a economia como está atualmente, não vamos conseguir bons resultados”, considerou o presidente americano.

Apesar de tudo, ele expressou otimismo de que os democratas conseguirão manter o controle da Câmara dos Representantes e do Senado se os eleitores avaliarem que a economia é o que defendem democratas e republicanos.

Barack Obama pediu aos republicanos para que colaborem mais no Congresso, mas por outro lado, entrou de vez na campanha eleitoral para o pleito parlamentar de novembro. Em seus últimos discursos, Obama adotou um tom cada vez mais eleitoral e feroz contra os republicanos, à medida que se aproximam as eleições legislativas nas quais a oposição tenta recuperar o controle das duas câmaras do Congresso.

Ele pediu especificamente aos republicanos que apoiem a reforma do sistema de financiamento das campanhas eleitorais, depois de a Suprema Corte permitir que as empresas financiem sem limites a propaganda eleitoral. “Tentamos regulá-lo com uma nova lei, que simplesmente exija que se diga quem é o anunciante e quem paga o anúncio”, assinalou Obama. Com a iniciativa, pretende-se que os eleitores possam decidir com conhecimento de causa acerca das intenções da propaganda. “É algo de bom senso. De fato, é algo em que republicanos e democratas estivemos de acordo durante décadas. E, no entanto, os líderes republicanos no Congresso disseram ‘não’ até o momento”, apontou o presidente americano.

Obama na luta pela vitória dos democratas

De acordo com Obama, a oposição “espera que sua defesa dos interesses especiais e a situação atual seja recompensada com uma avalanche de propaganda negativa contra seus oponentes”. As palavras pronunciadas pelo presidente fazem parte de uma série de discursos que continuará até a jornada eleitoral de 2 de novembro.

Obama se esforçou em destacar as conquistas dos democratas e em rotular os republicanos como um grupo disposto a priorizar os próprios interesses em detrimento dos do público em geral.

Assim, o líder americano incorporou a seu discurso habitual uma inflamada defesa da necessidade de eliminar os cortes de impostos dos mais acomodados, uma medida que conta com taxativa oposição dos republicanos. Obama também lembra que encampou a reforma do sistema de saúde e do sistema financeiro, enquanto descreve os republicanos como um partido que se limita a bloquear iniciativas.

Obama compareceu à cerimônia do Instituto do Caucus Hispano no Congresso para garantir que “não abandonará” a luta em prol da reforma migratória. “Não se esqueçam de quem lutou em favor da reforma dos cartões de crédito, de proteções para as pessoas que enviam remessas ao exterior. Não se esqueçam de quem cortou impostos para as famílias trabalhadoras. Não se esqueçam de quem são seus amigos”, ressaltou então Obama, em tom crítico.

Com essas palavras, o presidente americano busca motivar os eleitores democratas, muito menos entusiasmados para as eleições que os republicanos, que veem a possibilidade de recuperar o controle do Congresso. Como parte de sua estratégia, Obama começou a participar de pequenas reuniões com eleitores, inclusive em residências particulares.

Pesquisas de opinião mostram que a sua popularidade de Obama está em baixa, ao mesmo tempo em que as pesquisas indicam o entusiasmo pelos republicanos, aos quais o movimento ultraconservador Tea Party deu uma nova energia. Muito mais eleitores compareceram às urnas nas últimas primárias por parte dos republicanos que entre os democratas. Segundo o líder do partido governista no Senado, Mitch McConnell, “o entusiasmo entre nossas bases está aumentando”.

O crescimento do Tea Party soma novos triunfos nas primárias republicanas dos Estados Unidos
O movimento ultraconservador Tea Party saiu com duas novas significativas vitórias na última ronda das primárias republicanas, nos estados de Nova Iorque e Delaware, a criar impulso para o ciclo eleitoral das intercalares do Congresso a 2 de novembro. Este foi o pontapé inicial para aquecer as turbinas do lado mais conservador do partido republicano, onde  Christine O’Donnell, protegida de Sarah Palin, (ex-governadora do Alasca e antiga candidata a vice-presidente dos Estados Unidos), conquistou o poder ao vencer o veterano Mike Castle (por 53 % contra 47%) na nomeação para o Senado pelo estado de Delaware, que é tradicionalmente um território seguro para os democratas.

O Tea Party, força entre os republicanos que só emergiu na cena política dos Estados Unidos no ano passado, tinha já antes conquistado as nomeações para o Senado no Nevada, Colorado, Florida, Kentucky e Alasca. Em Nova Iorque, Carl Paladino foi outro membro do Tea Party a arrecadar a vitória nas primárias, contra o candidato escolhido pelo partido republicano, Rick Lazio, na nomeação para a eleição de governador.

Pesquisa revela que eleitor deve votar contra Obama em 2012

A maior parte dos eleitores dos Estados Unidos não pretende votar no presidente Barack Obama em 2012, quando o democrata pode tentar ser reeleito, segundo pesquisa divulgada pelo site Politico. A pesquisa, realizada pelo site e pela Universidade George Washington, conclui que apenas 38% dos eleitores acredita que Obama mereça a reeleição, mesmo que a maioria tenha uma visão favorável dele em nível pessoal.

Os eleitores consultados criticaram a condução de Obama em temas como a reforma do sistema de saúde, a geração de empregos e a dificuldade da retomada na economia. Segundo a sondagem, 44% dos eleitores pretendem votar para tirá-lo do poder, enquanto 13% dos consultados disseram que considerarão a possibilidade de votar em outra pessoa.

A proposta do governo para reformar o sistema de saúde é criticada por uma margem de 13 pontos. Entre os independentes, 54% não gostam dessa lei. Por 11 pontos, os eleitores acreditam mais na capacidade dos legisladores republicanos para criar empregos, em comparação com o presidente. Em 2 de novembro, os EUA terão eleições para o Congresso e a previsão é que o Partido Republicano, de oposição, ganhe espaço.

Apesar de não receber tanto apoio, a pesquisa mostra que Obama venceria uma disputa com a ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, que concorreu à vice-presidência nas últimas eleições e é cotada para a nova disputa. A pesquisa entrevistou cerca de mil eleitores e tem margem de erro de 3,1 pontos, para mais ou para menos.

A disputa pelo governo da Flórida

A s Eleições na Flórida em 2010 acontecem no dia 2 de novembro. O governador  Charlie Crist escolheu não se candidatar a um segundo mandato e está correndo para a cadeira no Senado deixada por Mel Martinez. Isso resultou em uma corrida aberta para governador da Flórida. O republicano Rick Scott, que investiu US$ 50 milhões na própria campanha, está disputando a vaga de governador da Flórida com a democrata Alex Sink, funcionária do Departamento de Finanças estadual.

Na disputa pelo governo da Flórida, Rick Scott venceu Bill McCollum, procurador-geral do Estado que contou com o apoio do ex-governador Jeb Bush e do ex-pré-candidato presidencial Mike Huckabee. No lado democrata, Alex Sink se converteu na candidata do partido para suceder o atual governador republicano Charlie Crist”. A disputa pelo cargo de governador da Flórida está acirrada. A última pesquisa eleitoral mostrou que Alex ela tem 47% das intenções de voto, enquanto Rick Scott tem 40% das intenções de voto. Os indecisos estão em torno de 11%.

Em termos de plataforma política, o candidato republicano Rick Scott tem como lema que o governador da Flórida precisa de conhecimentos de homem de negócios para tirar o Estado do caos econômico em que se encontra. Na sua campanha de governo, ele destaca a criação de 700 mil  novos empregos em 7 anos, a reorganização do orçamento do governo da Flórida, redução de gastos públicos, investimento nas universidades e redução do imposto predial.

Em relação ao tema imigração, ele defende uma lei de imigração que fortaleça a segurança da fronteira dos Estados Unidos com o México, é contra a anistia para imigrantess indocumentados e acredita que leis como do estado do Arizona devem e precisam ser implementadas pelo governo estadual, uma vez que o governo federal não se posiciona sobre o assunto. Scott disse que, se eleito, vai implementar o uso do programa E-Verify, que informa aos empresários se a pessoa que está aplicando para o trabalho vive legalmente no país. Em reuniões com grupos pro-imigrantes ele disse que acredita e aprova a imigração legal no país, onde pessoas de outros países entrem nos Estados Unidos de forma legal.

A candidata democrata Alex Sink também aposta da criação de mais empregos na Flórida. Para isso, Alex apresenta um tripé que estabelece o aquecimento da economia floridiana: estabilização e expansão das pequenas empresas, incentivos fiscais para que os empresários mantenham seus funcionários na folha de pagamento durante este período de recessão, e investir nos setores da economia que possam criar empregos em curto prazo.

A médio e longo prazos, Sink apresenta como estratégia investimento na área da indústria, com incentivos para empresas que tenham interesse em manufaturar novos produtos, no comércio, com incentivo para a abertura de novas empresas e a implementação de parcerias entre as universidades e o setor empresarial, com a criação de parcerias que gerem crescimento econômico e treinamento profissional para a Flórida.

Alex promete ainda corte dos gastos públicos e a revisão do orçamento do estado. Na área de imigração, Alex Sink também defende a deportação dos imigrantes indocumentados e sua política de governo inclui multas para as empresas que contratam imigrantes ilegais, defende o uso do e-verify nas empresas privadas e públicas, onde as empresas que não fizerem o E-Verify serão penalizadas pela contratação de trabalhadores indocumentados.

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