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Galáxia registrada pelo Hubble é a mais antiga do Universo

Representação do que seria o Universo na era da reionização

Astrônomos acreditam ter encontrado o mais antigo objeto do Universo: uma galáxia, registrada pelo Telescópio Hubble, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que está a 13,1 bilhões de anos-luz de distância. A idade estimada do Universo é de aproximadamente 13,7 bilhões de anos. Nesta época, o Universo era muito jovem, com apenas 600 milhões de anos, o que faz desta galáxia a mais primitiva e mais distante já avistada.

– A galáxia é tão antiga que provavelmente, hoje, não existe mais na sua forma original – explicou Matthew Lehnert, do Observatório de Paris, autor do estudo publicado na revista “Nature” nesta quarta-feira.

A galáxia foi chamada de UDFy-38135539. O nome, nada simples, significa o conjunto de estrelas da região que estava sendo observada, conhecida como “ultra deep field”, com os números indicando a posição exata no espaço. Com o telescópio, os astrônomos, depois de 16 horas de observação, avaliaram o desvio para o vermelho, isto é, a luz emitida pelo objeto no espaço, da gálaxia. Ele foi estimado em 8.6. Essa medição mostra que o objeto já existia há 600 milhões de anos depois do Big Bang.

Há 13 bilhões de anos, o universo tinha muita névoa de hidrogênio, que absorvia a radiação ultravioleta das galáxias ainda em formação. Esta era a era da reionização, que durou de 150 milhões a 800 milhões de anos após o Big Bang. e recebe este nome por representar o período no qual a “cortina de fumaça” de hidrogênio foi dissipada pela radiação ultravioleta, originada das primeiras estrelas em formação.

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