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Aula de Holocausto em Porto Alegre é lei

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), sancionou uma lei que torna obrigatório o ensino do Holocausto na rede municipal de ensino. Será formado um grupo técnico da Secretaria da Educação com o apoio da Federação Judaica, e a obrigatoriedade começa a valer a partir de 2011.

O projeto estabelece que o ensino sobre o Holocausto –extermínio de judeus na Europa durante o regime nazista (1933-45)– seja desenvolvido junto ao conteúdo de história. “É uma visão humanista, plural e libertária. O Holocausto foi o maior massacre de pessoas inocentes. Queremos que as crianças conheçam a história e reflitam sobre os valores da vida”, afirmou o autor da proposta, vereador Valter Nagelstein (PMDB).

Porto Alegre, onde já houve registros de casos de violência envolvendo neonazistas e “skinheads”, é a primeira cidade do país a aprovar um projeto nesse sentido, de acordo com a Confederação Israelita do Brasil.

“Uma das maneiras de combater a violência é através de políticas de paz, com reflexão, para buscarmos a convivência plural e harmônica entre todos. Nesta cidade queremos conviver com a tolerância, respeitando as diferenças, disse o prefeito em cerimônia no Paço Municipal.

O cônsul de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, comemorou a iniciativa de Porto Alegre. “Em nome do Estado de Israel, agradeço à cidade pela grande demonstração de aceitar a multicultura. É um momento de muita comoção.”

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