Alasca: Fascinante e inesquecível

Se você pensa que o Alasca não passa de um imenso bloco de gelo, está na hora de ir para lá. E de navio, que é a melhor forma de conhecer o que esse estado americano tem de mais bonito: o labirinto de canais junto à costa. Ao contrário dos cruzeiros tradicionais, onde as atenções se concentram no próprio navio e nas suas paradas, já que, na maior parte do tempo, só se vê o mar, nos navios que passeiam pelo Alaska a paisagem está sempre ao alcance dos olhos.

E que paisagem! Impressionantes penhascos cercam as águas calmas, por onde os navios deslizam, driblando blocos de gelo que flutuam aqui e ali. Geleiras enormes se alternam com florestas de pinheiros e paredões de rocha. E, conforme a luz do sol, o branco das geleiras se transforma em cores do arco-iris. .

Não é fácil ver ursos polares, mas às vezes eles aparecem. Em compensação, no caminho as baleias orcas, chegam bem próximas aos navios, assim como as águias, que vêm pescar seu almoço.

E também não faltam as paradas em terra firme. Uma delas é a própria capital do Alaska, Juneau, à qual só se chega pelo céu ou pela água. Ela e as outras cidadezinhas da Passagem Interna nasceram com a corrida do ouro, que agitou o Alaska no final do século 19, e desde então preservam sua aparência de cidade de faroeste.

Nessas paradas, surgem também as oportunidades de passeios que tornam os cruzeiros ainda mais interessantes e originais, trocando-se os navios por helicópteros e aviões. Assim dá para sobrevoar a monumental geleira de Juneau, uma das maiores do mundo, onde se pode, inclusive, pousar sobre o gelo. Acredite: você nunca viu nada igual!

O mesmo vale para os lagos dos Misty Fjords, ou Fiordes Enevoados, onde o pouso é de hidroavião. Já em Skagway, outro vilarejo da época do ouro, pega-se o trem de uma antiga ferrovia, que atravessa desfiladeiros muito mais excitantes do que qualquer montanha-russa.

E o melhor é viver uma aventura dessas num navio com todas as mordomias. Algo que os antigos exploradores do Alaska jamais poderiam imaginar. E que você talvez não soubesse que existia.

A terra está sempre ao alcance dos olhos, a bombordo e a estibordo. Quem estiver no convés verá um desfile de paisagens deslumbrantes, de picos nevados a floresta de pinheiros, eventualmente, um alce atento à beira-mar ou uma revoada de albatrozes ou baleias à vista.

O Hubbard Glacier, o mais longo rio gelado da América do Norte é também um dos mais ativos glaciares de sua espécie no Alaska. Os navios são construídos especialmente para poder se aproximar o mais perto possível dos glaciares e assim proporcionar aos passageiros a melhor visão possível desta maravilhosa e gigantesca massa gelada com suas 1.350 milhas quadradas de gelo azulado.

Existem escalas em Skagway, localizada na nascente do Rio Skagwy primeira cidade incorporada ao Alaska em 28 de junho de 1900 com população de 862 habitantes, localizada em Upper Lynn Canal ao norte da Inside Passage. Portão de entrada para a corrida do ouro é a maior cidade do Alaska, com 455 milhas quadradas, habitada há mais de quatro séculos pelos Tinglit, nativos da região que abandonaram o local devido a Klondike Golden Rush (corrida do ouro).

A civilização aparentemente chegou com o princípio da construção da ferrovia de White Pass e a Rota de Yukon, em maio de 1898. Quando se concluiu a construção até Whithorse, no território de Yukon, a febre do ouro já havia passado. A Yukon Route, é a velha ferrovia do ouro, obra prima da engenharia, com pouco mais de 32 quilômetros de extensão que supera gargantas profundas rumo ao White Pass e ao interior do Canadá.

Desde 1900, Skagway serviu como base ferroviária e porto de escala. A estrada de ferro foi a base da economia local por mais de 80 anos, até seu fechamento em 1982, e foi reaberta em 1988, como atração turística para o verão. A indústria do turismo manteve-se a um nível mínimo até 1920, crescendo cada vez mais e tornando-se uma grande força na economia, sendo o mais forte setor nos dias de hoje, que se faz através dos navios de turismo que fazem escala em seu porto, chega a receber 10 mil turistas num único dia de verão, quando seus “piers” acolhem até cinco transatlânticos.

No distrito histórico da cidade, muitas das fachadas e calçadas datam da época da febre da exploração do ouro. O porto de Skagway, dá para ter idéia do tamanho da aventura que foi a corrida do cobiçado minério. No verão, os ventos são, em geral, muito fortes. As temperaturas variam entre 15 e 21 graus centígrados.

É uma cidade-cenário para aquisição de “souvenirs” caros e peles baratas, com grande variedade em jóias, presentes e comida local, à base de peixe (salmão) que pode ser encontrado embalado para viagem. Fecha no inverno, quando os lojistas voltam para a Califórnia, onde realmente vivem.

Juneau é a mimosa e faceira capital do Alaska e terceira maior cidade do Estado. Repleta de contrastes, é sofisticada e cosmopolita, no coração da Floresta Nacional de Tongass. A rica cultura e histórias locais podem ser observadas nos seus diversos museus e por toda a cidade, que é protegida por altas montanhas e voltada para o Canal de Gastineau.

A mais famosa atração do Estado são as formações glaciais Mendenhall, com sua impressionante face com mais de 30 metros de altura e 2,5 quilômetros de largura apresenta cenário formidável: geleiras, picos nevados e desfiladeiros de massas congeladas. Sobrevoar a poucos metros acima da grande geleira de arestas pontiagudas do Norris Glacier é uma façanha que empolga e extasia qualquer visitante. A imensa geleira, uma das cinco mil existentes no Alaska, deixa apenas de ser uma miragem quando o pequeno avião descarrega os passageiros sobre a sua superfície azul. No observatório do Serviço Florestal Americano, vale a pena participar de uma rara demonstração sobre os movimentos glaciais.

A Franklin Street está repleta de “souvenirs”, o Red Doig Saloonn, uma antiga taverna que ainda guarda o espírito dos anos da corrida do ouro, quando o Alaska chegou a ter três das cinco maiores minas do mundo. De Juneau o “Radiance” partiu direto para Ici Strait Point – Hoona quando utilizamos pequenos barcos motorizados para desembarcar na cidadezinha que é o único porto da região selvagem do Alaska. Esta área foi o lar dos nativos Tlingit de Huna por milhares de anos. É beleza, grandeza histórica. Aí temos uma amostra do Alaska real.

Construído para uma indústria e restaurado para o prazer dos visitantes, há décadas o porto gelado do Strait foi o ponto de uma das fábricas de conserva do salmão, e uma das mais produtoras do mundo. Hoje, é um testemunho vivo do passado. Restaurada integralmente, a fabrica de conserva gelada do porto de Strait reabriu em 2004. Seus salões mostram toda a história da família que investiu no negócio original, lojas, um museu e uma exposição da fábrica de conservas de 1930.

Há muito que fazer no neste ímpar logradouro, como ver baleias, ursos marrons, águias, visitar florestas antigas, ou andar pela praia e participar de um cerimonial com os nativos ao redor de uma fogueira. Depois comer e apreciar um hamburger de salmão, delicioso!

Oportunidade única de entrar em contato com a cultura local, ouça as histórias tribais, experimente a dança dos Tinglit e compre lembranças no grande balcão do salão. Icy Strait Point Hoona está localizado 50 milhas a oeste de Juneau e na entrada da Glacier Bay.

Para a aquisição de tótems de cedro (madeira) imitação autêntica das habilidades Tinglit, as melhores amostras encontram-se no Totem Bight State Park a 16 km. do centro da cidade. Fascinante e inesquecível.

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