Barack Obama no casamento de Chelsea Clinton

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama e a apresentadora de TV americana Oprah Winfrey constam da lista dos 500 convidados para o casamento de Chelsea Clinton, de 30 anos, filha do ex-presidente Bill Clinton, com o banqueiro Marc Mezvinsky. A celebração que acontece em 31 de julho, em Rhinebeck, no Estado de Nova York, já está sendo chamada de “o casamento do ano”.  Segundo o site radaronline.com, o presidente Obama deverá descer no aeroporto de Stewart, em Newburgh, e seguir de helicóptero oficial até Rhinebeck.

Ao ler a notícia que este será o “casamento do ano”, imediatamente pensei nos grandes casamentos que foram acompanhados com interesse especial pelo público. Alguns deles foram chamados de históricos: o da plebeia e professora Diana e o príncipe Charles em julho de 1981, na Inglaterra, o da atriz americana Grace Kelly e o príncipe Rainier de Mônaco, em abril de 1956, o da jornalista Letizia Ortiz e o príncipe Felipe Bourbon da Espanha, em maio de 2004.  Essa última boda foi televisionada para um bilhão de pessoas em todo o mundo. Não sei se o casamento da filha de Bill Clinton terá essa audiência, mas é interessante ver o fascínio que exerce esse tipo de cerimônia. Novela que é novela sempre tem um final feliz e quase todas, sem exceção, fazem isso com uma cena de casamento em que lágrimas correm.

Fiz este ano uma matéria na revista ÉPOCA na qual eu cito dados do IBGE que dizem que no Brasil, cerca de um milhão de pessoas se casam por ano- este número se refere às uniões oficiais. Entre os vários psicólogos e antropólogos que entrevistei para essa matéria, todos eram unânimes em dizer que apesar das mudanças dos últimos 50 anos sobre a feminilidade e a masculinidade, o brasileiro ainda acredita no amor romântico e que o casamento é para sempre. Casamos e recasamos porque acreditamos que a união possa nos trazer o sonho da procriação, o prazer da vida a dois. Talvez no momento em que as alianças são trocadas, não tenhamos a consciência da aridez do cotidiano, do desconhecimento sobre o outro, do desconhecimento sobre nós mesmos quando confrontados com o outro.

No espetáculo do casamento, onde todos os mitos do amor estão colocados, acreditamos ou ao menos desejamos acreditar- mesmo que momentaneamente- na eternidade das emoções. Talvez seja essa a razão das lágrimas em cerimônias de filmes e novelas, de príncipes e plebeias, de filhos de presidentes, chefes de Estado e celebridades. É a nossa chance de crer que o conto de fadas sai do livro e torna-se realidade. Até que o príncipe (ou a princesa) vire um sapo.

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