Somos fortes e sempre superamos a nós mesmos

Este mês a revista Linha Aberta apresenta como capa o perfil do brasileiro nos Estados Unidos. A pesquisa de amostragem  de Álvaro Lima mostra quem somos, quantos somos, quanto ganhamos e o que representamos para o contexto econômico americano. De acordo com o resultado, podemos ver que apesar de seros pequenos em relação a outras comunidades de imigrantes como a hispânica, somos fortes e empreendedores.

Para se ter uma idéia da força dos brasileiros nos Estados Unidos, em 2007, entre os trabalhadores de tempo integral ano inteiro, a remuneração média dos imigrantes brasileiros (U$31,571) foi um pouco mais alta do que a de todos os trabalhadores
imigrantes (U$30,357) mas significativamente mais baixa do que a dos trabalhadores nativos (U$40,476). Isto significa que chegamos a este país e buscamos a superação dos nossos limites.

A pesquisa revela que de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os brasileiros vivendo nos Estados Unidos enviaram $2.7 bilhões para o Brasil em 2006 e que a proporção da população brasileira morando nos Estados Unidos que envia remessas para o Brasil está entre 60% a 70%. Baseado nestes números, Álvaro Lima, autor da pesquisa, estima que em 2007, de 803.000 a 1.4 milhões de brasileiros viviam nos Estados Unidos, sendo que desse total, 21% está na Flórida.

Numa análise comparativa e não oficial, se levarmos em consideração um exodo de brasileiros para o Brasil em 2008 de 10% da comunidade, o que representa entre 80.000 a 140 mil brasileiros em todos os Estados Unidos,  uma média de 6.660 a 11.660 brasileiros retornaram para o Brasil mensalmente durante o ano de 2008. Levando em consideração o número de vôos diários para o Brasil, esta “matemática” parece estar bem certa.

Podemos dizer que nossa comunidade foi abalada com a crise econômica nos Estados Unidos. Todos sofremos e estamos tentando nos recuperar das perdas de 2008 e 2009. Muitos retornaram para o Brasil, outros mudaram para outros estados, todos estamos consumindo menos e tudo isso reflete diretamente no mercado empresarial brasileiro, que vem sofrendo com a queda do consumo de seus produtos e serviços.

Mas esta pesquisa nos dá uma mostra sobre a realidade da comunidade imigrante brasileira nos Estados Unidos. De posse desses dados, que não são perfeitos, mas mostram o perfil do brasileiro no país, podemos nos organizar mais, buscar superar nossas dificuldades e tocar a bola para frente. Estamos em fase de reestruturação e definição de novas metas para superar a crise e dar a volta por cima. Afinal de contas, somos brasileiros, o povo mais criativo do mundo.

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